COMPLICADO

Visitantes sofrem restrição em hospitais

DIÁRIO

Apesar de o Governo do Estado garantir no artigo 18 do decreto 17.268, de 13 de julho, sobre a regulamentação de visitas em hospitais no período de pandemia, que quando possível elas estarão liberadas, a reportagem de O Diário recebeu nos últimos dias duas ligações de pessoas denunciando que não conseguem visitar os familiares internados no Hospital Luzia de Pinho Melo, mesmo que não estejam infectados pelo novo coronavírus. Nestes dois casos, porém, os denunciantes não se identificaram.

No decreto é destacado que adotando as medidas preventivas necessárias de prevenção ao novo coronavírus, parentes e religiosos poderão acessar os hospitais. No entanto, em seguida, em um parágrafo único, o documento também ressalta os meios tecnológicos para informar os parentes sobre o estado de saúde, em caso de impossibilidade de recebê-los nos locais.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que os hospitais sob responsabilidade da pasta criaram estratégias para manter contato com os familiares sobre os pacientes internados, garantindo a prevenção à Covid-19 por meio do isolamento social. “Em nenhum caso houve suspensão, apenas foram adotados critérios de restrição para prevenção individual e coletiva, tanto de profissionais como pacientes. Todos trabalham de forma humanizada para atender e atualizar os boletins médicos”, destacou o texto.

Apesar disso, ao citar o protocolo do Hospital Luzia de Pinho Melo, a nota informou que, no ato da internação, os familiares realizam o preenchimento do Termo de Responsabilidade no qual informam os dados para que a unidade retorne o contato e mantenha as atualizações sobre os quadros clínicos dos familiares e/ou representantes, garantindo assim o sigilo, a confidencialidade e a privacidade como preveem as normas éticas e legais. Assim, é fundamental que sejam informados dados e contatos corretos para proporcionar o sucesso da ligação. E afirmou ainda que diariamente são realizadas ligações referentes a todos os casos, preferencialmente no período da manhã e em mais de uma tentativa, em eventual dificuldade de contato.

“A unidade, inclusive, solicita aos pacientes que sejam especificadas duas pessoas para contatos, visando garantir o repasse de informações sobre seu estado de saúde. Caso o paciente esteja consciente, orientado e comunicando- -se de forma adequada, além de orientar sua família, o médico assistente também esclarece as informações à própria pessoa”, o que demonstra que, realmente, as visitas estão suspensas.

Já em relação aos demais hospitais da rede na região, a nota informou que no Regional de Ferraz de Vasconcelos, as visitas ocorrem em dias escalonados em distintos horários de acordo com a ala de internação do paciente. Em cada visita, é permitido apenas uma pessoa evitando aglomerações. No Hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba também é permitida uma pessoa por visita e para a presença de acompanhante é necessário liberação pela equipe médica.


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