DIVERTIDO

Um passeio virtual pelos museus e casarões da cidade

LÚDICO Pepeu, Babi e Tinô contam a história e curiosidades de pontos como o Casarão do Carmo e o Museu Guiomar Pinheiro Franco. (Foto: divulgação)
LÚDICO Pepeu, Babi e Tinô contam a história e curiosidades de pontos como o Casarão do Carmo e o Museu Guiomar Pinheiro Franco. (Foto: divulgação)

Assim como muitas atividades presenciais, o projeto ‘Caminho das Memórias’, que consiste em um passeio educacional pelos museus, casarões e outros prédios históricos do Centro de Mogi das Cruzes, foi paralisado durante a pandemia de Covid-19. A saída foi migrar para o formato digital, mas não em ‘live’s, como a maioria das ações. Todo o roteiro foi gravado e está disponível para ser assistido a qualquer momento, por qualquer pessoa, de graça.

O vídeo estreou durante o 12º Festival de Inverno Serra do Itapety, mas segue na internet, pelo canal do projeto no YouTube. A diferença é que as crianças, público alvo da iniciativa, agora veem pela tela pontos como Obelisco, Museu dos Expedicionários, Centro Cultural, Museu Guiomar Pinheiro Franco e Casarão do Carmo.

Aliás, o formato digitou possibilitou a inclusão de um novo local no roteiro: a Pinacoteca. A premissa, porém, permanece a mesma. Logo no início, em frente ao Obelisco, os irmãos Pepeu, Babi e Tinô se apresentam, e na sequência vão ao Teatro Vasques para iniciar toda a história.

Pepeu está entediado; Babi mexe no tablet; Tinô produz um trabalho para a escola, sobre os “patrimônios materiais e imateriais da cidade”. Durante cerca de metade do tempo eles explicam a história de Mogi, e depois decidem dar vida às palavras, indo à campo por um roteiro leve e divertido.

O que estava previsto para acontecer ao vivo, com um bate-papo entre os personagens e as crianças, teve que mudar também. Os idealizadores e atores mogianos Diego Castilho, Rafaela Federici e Fernando Saab, que dão vida aos protagonistas, foram sozinhos a todos os endereços, para gravar as imagens e curiosidades de cada um deles.

“Só fizemos uma semana de atividades presenciais, quando atendemos duas escolas municipais. Depois de alguns meses de pandemia decidimos fazer algo online para proporcionar a mesma experiência a outras crianças”, comenta Fernando sobre a “difícil decisão de adaptar todo o projeto”.

Filmar o ‘Caminho das Memórias’ não foi a parte mais complicada. O desafio mesmo foi pensar com fazer o vídeo alcançar sua audiência. É aí que entrou a parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, para disponibilizar o vídeo durante o Festival de Inverno. “E também enviamos o link para as escolas da cidade, por e-mail”, completam os idealizadores.

Diferente do que havia sido planejado, a “digitalização” de todas as atividades proporcionou alcançar mais jovens mogianos. “Se por um lado temos questão do retorno, que a gente acaba não conseguindo mensurar tanto, por não estarmos presencialmente com as crianças e com as escolas, por outro lado temos um alcance muito maior. Qualquer pessoa pode assistir e ter contato com esses conhecimentos, com essa experiência diferenciada”.

O que Fernando diz é motivado pelo fato de que, possibilitado pelo Programa Municipal de Fomento à Arte e Cultura (Profac), o foco de toda ação eram as escolas municipais e “outros grupos de projetos sociais”, como forma de contrapartida à comunidade.

Essa atuação pode ser expandida no futuro. “Após a pandemia queremos prosseguir com o projeto, talvez não através de leis de fomento à cultura, mas atendendo diretamente as escolas e ampliando o itinerário e o número de visitações”, finaliza ele.


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