EDITORIAL

Turismo de proximidade

Destaque na coluna Contexto Paulista, da Rede Paulista de Jornais, publicada domingo em O Diário, um estudo do Centro de Inteligência e Economia do Turismo, do Governo do Estado, aponta como tendência no pós-pandemia, o “turismo de proximidade” com a preferência por deslocamentos rodoviários cumpridos em três horas até destinos encontrados em São Paulo.

O baque provocado pela Covid-19 no turismo mundial foi considerável e deverá influenciar as projeções futuras nesta área. Dos 43 milhões de turistas esperados neste ano no Estado, o setor aposta que irá receber um pouco mais da metade: 29 milhões. A maioria tem como destino a capital paulista.

O feriado de 7 de setembro confirmou as pistas do estudo. Muitas pessoas, antes mesmo de terem segurança para isso, estão buscando passeios próximos de casa, nos momentos de lazer e descanso. Sairão melhor, as cidades com boa infraestrutura hoteleira e gastronômica, e eficientes protocolos sanitários. Algo, aliás, que precisa ser colocado em prática agora.

Os finais de semana no distrito de Sabaúna são um aperitivo sobre o virá pela frente. Os primeiros grupos de romeiros da “Rota da Luz” começaram a passar pelas estradinhas do lugar, que integra o caminho rural alternativo à perigosa rodovia Presidente Dutra para quem vai professar a fé na padroeira do Brasil.

Setembro e outubro são os meses de maior movimentação dos peregrinos com destino ao Santuário Nacional de Aparecida. Além disso, grupos de ciclistas vindos da Capital estão em número cada vez maior nas estradas do Procópio, de Santa Catarina e de Luis Carlos.

Cuidar para que a passagem dessas pessoas não coloque em risco a saúde dos moradores e nem dos turistas é uma obrigação do poder público municipal. O reforço da fiscalização precisa ser mantido.

O “turismo da proximidade” é uma boa pauta para a campanha eleitoral. Mogi possui trunfos inexplorados para um sustentável turismo rural, religioso, histórico e até esportivo, em suas trilhas e belezas naturais.

Já se faz alguns investimentos mais produtivos. As obras de melhoria no Pico do Urubu são exemplo. Porém, falta muito para que o segmento seja tratado como fonte de renda, emprego e negócios. Fala por si, a deficiência em infraestrutura em atrativos turísticos em Sabaúna e na própria Rota da Luz. Esse deficit não pode ser colocado na conta da pandemia porque a inexistência de políticas específicas para esta área é bem mais antiga.


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