CRONOGRAMA

Sesc detalha projeto para atender público na unidade de Mogi das Cruzes

PREVISÃO Projeto apresentado em reunião online nesta quinta-feira mostra como deverão ficar os espaços que serão oferecidos no primeiro semestre do ano para desenvolvimento de atividades como ginástica, piscina e caminhada, além de programações diversificadas. (Foto: divulgação)

A direção do Sesc detalhou os serviços que serão instalados nas duas primeiras fases que antecedem a implantação final da unidade provisória de Mogi das Cruzes. A primeira delas deve terminar até o primeiro semestre do ano que vem, quando está previsto o início do recebimento do público. A informação foi antecipada por O Diário no último domingo, em uma entrevista exclusiva concedida pelo diretor do Sesc-SP, Danilo Santos de Miranda, 77 anos.

O cronograma prevê que até abril de 2021 o local onde funcionou o Centro Esportivo do Socorro e foi doado à instituição passará por intervenções de adequação, que não envolvem novas construções. No mês seguinte, a parte de mobília e outras estruturas serão instaladas na etapa final dessa primeira fase de preparativos para a abertura da unidade provisória do Sesc de Mogi das Cruzes.

A programação deve iniciar oferecendo área de convivência coberta e descoberta, espaço de leitura e estar, loja Sesc, galpão multiuso, espaço de tecnologia e artes, oficina de artes, central de relacionamento, espaço de brincar, sala multiuso, quiosque de oficina ambiental, sala de ginástica multiuso, duas quadras poliesportiva, uma piscina, pista de caminhada, vestiários para funcionários e visitantes, praça de eventos e recreativa, além da administração e apoio operacional.

“Temos uma pessoa responsável na cidade cuidando da presença e ocupação do Centro Esportivo, que é a fase inicial. Vamos aproveitar o que está lá, com adaptações internas para a adaptação do programa com normas de segurança, acessibilidade, proteção contra descargas, wi-fi e piscina. Nós vamos chegar e fazer uma adaptação daquilo que está lá hoje e vamos acrescentar, sem obra, alguns espaços leves e provisórios para iniciar as atividades”, detalhou o diretor.

Na etapa seguinte, com o Sesc em funcionamento provisório, serão instalados um café, campo com grama sintética, em que deve ter uma tenda para a realização de espetáculos, e uma carreta de atendimento odontológico, que será disponibilizado apenas aos associados da instituição.

Durante a entrevista coletiva em um encontro online, o diretor lembrou que o Sesc é uma instituição mantida por empresas dos setores comercial e de serviços. Estes trabalhadores terão direito ao acesso pleno à grade de atividades. Miranda reafirmou que a programação que era oferecida no Centro Esportivo do Socorro será mantida e oferecida à comunidade em geral.

A terceira e última etapa tem prazo para ser realizada em até três anos após o início das atividades, em 2024. Para isso, o Sesc deverá encaminhar à Prefeitura um projeto arquitetônico que poderá ser finalizado em até cinco anos após a aprovação. “A instalação de Guarulhos foi a nossa última a ser entregue e mostra todo o nosso empenho. O terreno em Mogi permite instalar algo ainda mais completo. Eu costumo dizer que vai ser de última geração, porque a gente vai incorporando na nossa história tudo aquilo que é mais benéfico ao clube”, pontuou.

O prefeito Marcus Melo (PSDB) lembrou que a luta pela vinda do Sesc para Mogi tem mais de 20 anos e ganhou força em 2017, após forte pressão popular, com uma atuação em parceria entre o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio), Câmara Municipal e a expertise do secretário municipal de Cultura e Turismo, Mateus Sartori.

Recordou ainda que o processo na cidade poderia estar mais adiantado, se não fosse uma ação judicial que cobrou a licitação pública para a cessão do espaço ao Sesc. O caso foi decidido pela Justiça e terminou com a Prefeitura fazendo a doação do terreno para a instalação do espaço de cultura, esporte e lazer.

“Esses desafios demonstram que a gente nunca pode abaixar a cabeça. Quando apresentamos os locais para o Sesc, com localização de fácil acesso, esse processo contou com a participação da sociedade civil, o Poder Legislativo aprovou e a Prefeitura, na pessoa do Mateus Sartori, buscou todas as alternativas. Agora podemos dizer que o Sesc vai, enfim, iniciar as atividades em Mogi”, pontuou.

Sartori destacou que audiências e consultas públicas reuniram mais de quatro mil pessoas e a aprovação foi de mais de 97% dos ouvidos. “Toda vez em que era colocado o assunto do Sesc em pauta, o prefeito pedia para a gente colocar o assunto para os conselhos municipais avaliarem também. Realizamos duas audiências públicas e entidades importantes participaram. Fizemos um processo democrático”, garantiu.


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