LESTE-OESTE

Secretários apoiam projeto para ciclovia entre César de Souza e Jundiapeba

PRECÁRIO A ideia dos coletivos é usar uma faixa da CPTM e, assim, melhorar a ciclovia da Avenida Adhemar de Barros, que não é adequada. (Foto: arquivo)
PRECÁRIO A ideia dos coletivos é usar uma faixa da CPTM e, assim, melhorar a ciclovia da Avenida Adhemar de Barros, que não é adequada. (Foto: arquivo)

Que Mogi das Cruzes precisa de um sistema mais amplo de ciclovias para dar maior apoio à população já é um fato. Agora, entretanto, o tema vem sendo debatido de maneira mais efetiva, contando com a participação de diversos grupos e, nesta semana, ganhou importante apoio da Prefeitura. Alguns desses representantes participaram de uma reunião, na última terça-feira, com secretários municipais, a fim de apontar necessidades e apresentar projetos para a cidade. Inicialmente, os resultados foram satisfatórios.

Um coletivo de ciclistas, o MTB Mogi, se uniu recentemente com o Colégio de Arquitetos, comandado por Paulo Pinhal, para discutir a implantação de um corredor Leste-Oeste ao lado da linha férrea da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Durante o encontro, eles apresentaram os principais pontos do projeto aos secretários municipais de Planejamento e Urbanismo, Claudio de Faria Rodrigues, e de Gabinete, Romildo Campello.

“Eles deixaram claro que esta foi uma reunião oficial e que a Prefeitura apoia nossa ideia. Isso é de extrema importância para que a gente consiga levar isso à frente. Mas, além de se mostrarem interessados no projeto, nos ofereceram a oportunidade de participar da discussão do sistema cicloviário do Programa +Mogi Eco Tietê. Isso é muito importante para que a gente possa definir rotas que sejam realmente úteis aos ciclistas”, comemora Pinhal.

No projeto inicial elaborado pelo grupo, o corredor Leste-Oeste iria desde a Estação Jundiapeba até a estação desativada de César de Souza, sendo todo instalado em uma faixa de cerca de dois metros que pertence à Companhia. Em César, porém, o espaço é da MRS Logística e, por isso, a CPTM não poderia intervir por ali. Sendo assim, a ideia é oferecer como contrapartida a idealização deste trecho por parte da Prefeitura, dentro do que vem sendo elaborado pelo +Mogi EcoTietê.

Pinhal lembra ainda que os trilhos que passam por aqui chegam até o Rio de Janeiro e acredita que ter essa iniciativa na cidade poderia ser um incentivo para que a ciclovia chegasse em outros municípios, criando assim uma rota que seria eficiente para os mogianos mas que também poderia incentivar o turismo em diversos locais.

Integrante do MTB Mogi, Ubirajara Nunes ressalta que todo o apoio à causa é bem-vindo. Ele acredita que o primordial é que a Administração Municipal entenda que iniciar essas conversas e dar andamento aos projetos é uma maneira de começar o que seria um grande plano cicloviário para a cidade.

“Nós ficamos muito esperançosos, porque as coisas se encaminham para darem certo. Ainda assim, vamos continuar encampando a petição para que a gente possa trazer o máximo de pessoas possível para brigar por isso. Quando todos querem algo, fica as chances de sucesso são muito maiores”, comenta.

A conversa contou também com a participação de Jair Pedrosa, membro de outro coletivo de ciclistas, o Bici Mogi. O grupo também tem apoiado o projeto, mas outro ponto foi levantado por Pedrosa. Ele diz que em um momento em que muitos setores estão retomando as atividades mas que o risco de contaminação pelo novo coronavírus ainda é alto, é importante que a Prefeitura instale ciclovias emergenciais. Desta forma, aqueles que precisam sair de casa tem uma alternativa a mais além do transporte público, que é um meio de propagação da Covid-19.

“Com a reunião nós conseguimos abrir um diálogo importante com os secretários e até mesmo com o prefeito Marcus Melo, para que a gente pudesse falar das principais demandas dos ciclistas. Em algumas cidades essas rotas emergenciais já têm sido implantadas e é algo que pode acontecer por aqui também, porque não é nada que precise de um grande investimento. Elas podem ser faixas pintas ou até mesmo sinalizadas co

Nos próximos dias os grupos deverão se reunir para discutir aonde podem ser instaladas essas ciclovias temporárias. Outra ideia é a criação de uma “zona 30” na região central da cidade, com forte sinalização para que os veículos trafeguem, no máximo, a 30 km/h para dar mais segurança aos ciclistas.

Para dar apoio ao projeto do corredor Leste-Oeste o abaixo-assinado pode ser assinado no link www. change.org/p/presidente-da- -cptm-ciclovia-leste-oeste-mogi

Grupos vão opinar no plano +Mogi EcoTietê

Para o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Claudio de Faria Rodrigues, a reunião realizada com os grupos interessados na instalação de uma ciclovia Leste-Oeste em Mogi das Cruzes foi importante para que pontos cruciais pudessem ser definidos. A Prefeitura pretende apoiar este projeto. Esta rota seria implantada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, mas o chefe da pasta acredita em um complemento por parte da Administração Municipal. “Na jurisdição da CPTM, o trajeto sai de Jundiapeba até a estação Estudantes. No que se refere à região leste, chegando à estação desativada de César de Souza, o trecho é da MRS logística. Mas por outro lado a gente tem nesse local todo o programa +Mogi EcoTietê, então o convite que fiz é para que eles participem desse processo”, revela o secretário.

Já existe um projeto de implantação de uma rede cicloviária neste programa, ele acredita que com essa colaboração dos ciclistas será possível criar rotas que sejam mais efetivas aos usuários. O corredor Leste-Oeste, indo da Estação Jundiapeba até a Estação Estudantes, seria uma espinha “dorsal” dessa rede, fazendo com que todas as rotas ciclísticas chegassem até ela.

“Agora, a gente vai iniciar uma agenda de trabalhos e uma agenda de interlocução com o Governo do Estado. Vamos pensar que esse modelo talvez possa ser ampliado e levado a uma conexão com todos os municípios do Alto Tietê, chegando até São Paulo. Foi uma conversa produtiva onde, de concreto, já sai a participação deles no desenho da rede cicloviária do EcoTietê e as conversas que pretendemos ter com a CPTM”, considera.

O secretário ressalta ainda que ter as portas da Administração Municipal para este debate mostra o apoio do próprio prefeito Marcus Melo (PSDB), o que pode ser uma ajuda fundamental na construção deste processo.

Câmara aprova a luta iniciada por ciclistas

Silvia Chimello

A Câmara decidiu apoiar a campanha lançada na cidade pelo coletivo MTB Mogi, formado por vários grupos de ciclistas, para a construção de uma ciclovia entre as estações Jundiapeba e César de Souza. O Legislativo aprovou durante a sessão de ontem uma moção encaminhada ao Governo do Estado, reforçando o apelo para que a direção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) autorize o uso de uma faixa do seu o terreno às margens da linha férrea para criação da rota Leste-Oeste. O projeto tem o apoio do CDA – Colégio de Arquitetos.

O documento foi elaborado pelo vereador Marcos Furlan (DEM) que disse ter se inspirado em reportagem sobre o tema na edição de domingo de O Diário. Segundo ele, a medida é importante para melhorar a mobilidade e oferecer maior segurança especialmente às pessoas que utilizam a bicicleta para trabalhar. “Não é preciso alto investimento, mas sim boa vontade da CPTM em doar a parte do terreno para a ciclovia”, comenta Furlan, lembrando que o projeto tem o apoio do Colégio de Arquitetos (CDA).

O vereador Pedro Komura (PSDB) destaca a necessidade de estimular os passeios ciclísticos feitos por turistas. Ele conseguiu aprovar ontem um pedido para a instalação de um biciletário no Mercado do Produtor, local visitado por esses grupos aos finais de semana.

Para Otto Rezende (PSD), o sistema de ciclovias poderia ser estendido até o Botujuru para facilitar o transporte dos moradores do bairro que usam a bicicleta para trabalhar e hoje são obrigados a trafegar pela rodovia Mogi-Guararema correndo riscos de atropelamento.

Iprem

O Legislativo aprovou o projeto de lei do Executivo que autoriza a Prefeitura a suspender até o final do ano o pagamento das contribuições patronais do Instituto Municipal, de Previdência (Iprem). A medida, amparada pelo governo federal, vai dar a Prefeitura um respiro R$ de 48 a R$ 50 milhões, nesse momento em que a cidade enfrenta problemas com queda de arrecadação por causa da pandemia. O valor será restituído em parcelas a partir de 2021.


Deixe seu comentário