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Reunião discute o acesso ao Distrito do Taboão em Mogi

Agestab e empresários voltam a apresentar a reivindicação de melhoria no Distrito Industrial ao Governo do Estado. (Foto: Arquivo)
Agestab e empresários voltam a apresentar a reivindicação de melhoria no Distrito Industrial ao Governo do Estado. (Foto: Arquivo)

O presidente da Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab), Osvaldo Baradel, e empresários daquela região participam, às 14h30 de hoje, de uma reunião na Secretaria de Estado de Logística e Transportes, Mário Mondolfo, para tratar da implantação de um novo acesso para o Bairro, a partir da Rodovia Ayrton Senna. O encontro foi agendado pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, Clodoaldo Aparecido de Moraes (PR), em conjunto com o deputado estadual Marcos Damásio (PR). Ambos esperam contar com a influência de seu partido para conquistarem a esperada obra.

As esperanças dos mogianos voltaram a crescer depois que, em recente visita às instalações da TV Diário, o governador Márcio França (PSB) admitiu sua disposição em executar o antigo projeto, que o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) também deixou claro que gostaria de ter executado, quando esteve na Cidade para anunciar o início da duplicação do trecho final da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra.

Quem também se mostrou favorável ao acesso foi o recém-nomeado secretário-adjunto de Logística e Transportes, o mogiano José Luiz Eroles Freire, que em entrevista a O Diário destacou a importância e necessidade da obra.

O acesso é uma antiga reivindicação dos empresários daquela região da Cidade que veem nesta iniciativa um importante fator para o desenvolvimento da industrialização naquela que é uma das poucas áreas de Zona de Uso Predominantemente Industrial (ZUPI-1) ainda disponíveis no Estado de São Paulo. Esse tipo de zoneamento permite a instalação de indústrias de grande porte, algo pouco comum em outras regiões paulistas.

“Este acesso será fundamental para que possamos desenvolver o Distrito Industrial do Taboão, já que ele faz parte de esperadas melhorias no setor de infraestrutura, que tanto esperamos. O empenho de tanta gente em favor do acesso deve surtir efeitos positivos”, afirmou Baradel, otimista com os resultados do encontro de hoje à tarde, na Capital.

Apelo antigo
A implantação de um novo acesso para o Taboão junto à Estrada Nakamura, na altura do Km 51 da Rodovia Ayrton Senna, proximidades das empresas Ecus Injeção e Auricchio, onde já existe um retorno subterrâneo para quem trafega no sentido Vale do Paraíba-São Paulo, é muito antiga. As primeiras movimentações nesse sentido aconteceram tempos após a inauguração da então denominada Rodovia dos Trabalhadores, ocorrida no dia 1º de maio de 1982, pelo ex-governador Paulo Maluf.

As tentativas iniciais esbarraram na posição irredutível dos técnicos da Dersa, que administrava a estrada, os quais alegam que por se tratar de uma via expressa, não seria possível abrir um acesso como aquele, pois influiria no andamento rápido do tráfego naquela região.

De tempos em tempos, vereadores da Câmara de Mogi voltavam ao assunto, à medida que o Taboão dava os primeiros sinais de crescimento com a instalação de novas indústrias que sempre cobravam melhor infraestrutura e um novo acesso, já que o único existente ficava no caminho para Arujá da ligação Mogi-Dutra.

Os argumentos técnicos dos engenheiros da Dersa, no entanto, acabaram indo literalmente para o espaço depois que o Estado permitiu que o trânsito da Avenida Jacu-Pêssego fosse despejado na já denominada Rodovia Ayrton Senna, transformando radicalmente o seu perfil, nas proximidades do acesso a São Paulo. Com a Jacu-Pêssego jogando sua volumosa corrente de tráfego na Via Ayrton Senna, a condição de via expressa acabou e, em lugar do trânsito rápido – que ajudava os moradores de Mogi e Região a atingir a Capital em alguns minutos –, vieram os constantes congestionamentos, que começam durante a madrugada e se estendem durante todo o dia, chegando até ao período noturno.

O Taboão continuou crescendo, a Rodovia Mogi-Dutra foi duplicada entre o Bairro e Mogi das Cruzes, e desde que foi criada há 15 anos para defender os interesses do distrito industrial, a Agestab passou a defender o novo acesso como sua principal bandeira, que ganhou especial atenção durante a presidência de Osvaldo Baradel. Ele vem fazendo seguidas reivindicações ao Estado sobre o acesso.

Até a Dersa perdeu o controle da Rodovia Ayrton Senna para a Artesp que, entretanto, continua a se valer dos velhos e ultrapassados argumentos para negar sistematicamente a instalação do acesso.

Os técnicos alegam que para construir tal obra seria necessária a criação de uma área de desaceleração, com a construção de mais uma faixa para ser usada pelos veículos que forem entrar ou sair do Taboão, afetando a condição de via expressa da Rodovia.

Para os empresários que reivindicam o serviço, no entanto, tudo depende da “vontade política” das autoridades do Estado. E como a Secretaria de Logística e Transportes está sob o comando do PR e o governador Márcio França já demonstrou interesse na execução, finalmente, de tal obra, os representantes de Mogi e, em especial do Taboão, esperam que uma solução definitiva possa sair do encontro de hoje. Para que a antiga reivindicação da Região venha a ser atendida.


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