Reabertura de escolas ainda requer estudo em Mogi

Comitê Gestor terá de estabelecer uma retomada das aulas presenciais de maneira segura.. (Foto: arquivo)
Comitê Gestor terá de estabelecer uma retomada das aulas presenciais de maneira segura.. (Foto: arquivo)

Mogi das Cruzes segue na fase amarela do Plano São Paulo, onde está desde o dia 13 de julho. Desde então, a Prefeitura vem trabalhando para que os mais diferentes setores da economia voltem a funcionar de maneira regrada. Para avançar à fase verde, penúltima do plano do Governo do Estado, o Alto Tietê precisa reduzir a média de óbitos, que está em 6,4 a cada 100 mil habitantes, para 5 ocorrências.

Com as mudanças que vêm acontecendo desde o início da quarentena, o vice-prefeito Juliano Abe (MDB), que é coordenador do Comitê Gestor de Retomada Gradativa de Atividades Econômicas do município, diz que o balanço das ações que estão sendo tomadas é positivo. Mas um setor ainda está pendente, o da educação, que funciona apenas de maneira virtual.

Abe explica que é importante não ter prognósticos a longo prazo durante a pandemia, já que os fatores epidemiológicos precisam ser analisados semanalmente para que possam ter avanços e medidas sejam tomadas. Um dos motivos de manter as atividades suspensas nas escolas foi a desmobilização da saúde, com o fim do hospital de campanha e a volta das consultas e cirurgias eletivas no sistema municipal.

“Nossa preocupação agora é agora é ter a capacidade de monitorar os indicadores epidemiológicos nos próximos dias para que os protocolos de segurança sejam validados pela comunidade escolar, acompanhado do treinamento e qualificação do pessoal para que possamos estabelecer uma retomada das aulas presenciais de maneira segura. É importante pensar nas questões de saúde, pedagógicas e também econômicas. Há ainda a possibilidade de as aulas voltarem somente no próximo ano”, avisa Abe.

Referência

O Comitê Gestor de Retomada Gradativa de Atividades Econômicas de Mogi das Cruzes teve atuação decisiva com sugestões para o próprio Governo do Estado. Muitos dos estudos que foram feitos em Mogi, serviram de base para medidas tomadas em nível estadual.

“Logo no início, com a liberação do comércio para funcionar durante 4 horas, nós fizemos um estudo complexo, tendo como base as ruas do centro e o número de estabelecimentos que funcionavam ali. Com uma média de três clientes recebidos em cada loja e com as calçadas de 1,1 metro de largura, não seria possível manter a distância segura de 1,5 metro dentro dessas 4 horas e, por isso, queríamos um intervalo maior. Quando o Estado ampliou de 6 para 8 horas, eles utilizaram esse estudo e o texto que a gente escreveu”, explica Abe.

Quando os bares e restaurantes também foram autorizados a funcionar, o decreto estadual utilizava a terminologia “áreas ao ar livre” para se referir ao funcionamento do lado de fora dos estabelecimentos. O coordenador explica que o Comitê chegou a analisar dez códigos sanitários de São Paulo para buscar o termo que não existia e deveria ser substituído por “áreas arejadas”. No decreto seguinte, o Governo adotou a mudança. O esquema adotado nas academias mogianas também foi replicado pelo Estado.

“É óbvio que o Estado não vai reconhecer esse tipo de coisa, mas basta olhar as datas de e-mails e respostas que estamos tendo para ver os resultados. Acho que a criação desse Comitê foi muito importante para que a gente consiga ter uma articulação junto à coordenação do Plano São Paulo e, em outro nível, temos muita contribuição”, reiterou o vice-prefeito.


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