ARTIGO

Quem irá investir no Brasil (Mogi)?

Claudio Costa

Infelizmente, “o Brasil nunca perde uma oportunidade de perder oportunidades” assim o saudoso economista Roberto Campos sintetiza o que vem acorrendo em nosso país. Em 2019, o país teve um crescimento de 26% no fluxo de investimento estrangeiro direto e hoje somos um dos piores países em termos de atratividade de investimentos. Como consequência temos mais de 60 milhões de brasileiros (130 mil em Mogi das Cruzes) recebendo a ajuda emergencial, o que simboliza mais do que nunca o nível de informalidade que temos no mercado de trabalho e na economia ativa.

Motivos não faltam para justificar tal desempenho, mas o mais importante é entender que sem investimentos será impossível o país retornar ao crescimento sustentável. Neste cenário cada um precisa fazer a sua parte e os políticos e o governo federal precisam cumprir o seu papel na implementação de reformas estruturais que permitam tornar o país ser competitivo no cenário mundial. Temos hoje cerca de US$ 4,5 trilhões no comércio mundial migrando de um país para outro e o Brasil precisa entrar nesta briga. Na esfera estadual precisamos de investimento em infraestrutura de maneira a manter nosso estado competitivo como grande polo industrial, agrícola e serviços de apoio.

Neste contexto, nossa cidade possui posição privilegiada e precisamos estruturar polos de desenvolvimento econômico de maneira a organizar as cadeias produtivas tornando assim nossas indústrias mais completivas no cenário nacional e internacional, atraindo assim novas fábricas de transformação e serviços de apoio – isso vai fortalecer o comércio local. Tudo isto com inovação e o padrão tecnológico que tornarão nossa cidade preparada para enfrentar os desafios deste novo cenário. Como consequência teremos mais emprego e melhor renda para toda nossa população.

Esse é o Brasil (Mogi) que pode dar certo.

Cláudio Costa é diretor de Desenvolvimento Econômico e Social de Mogi das Cruzes


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