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Produções independentes de Mogi são premiadas em mostra suzanense de curtas

Heitor Herruso
12/08/2020 às 08:31.
Atualizado em 24/10/2020 às 04:56

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Produções independentes de Mogi são premiadas em mostra suzanense de curtas

Heitor Herruso
12/08/2020 às 08:31.
Atualizado em 24/10/2020 às 04:56

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PARA VER EM CASA ‘O Jardim Que Sangrava’ e ‘Tripofobia’ são bons exemplos de filmes independentes feitos por mogianos. (Fotos: divulgação)

Centenas de filmes de até 25 minutos, com tema livre e produzidos por cineastas independentes de todo o país, incluindo a região do Alto Tietê, passaram pelo crivo do júri da mostra ‘Curta Suzano’, realizada no final de julho. O evento premiou em quatro categorias, e mais importante que os troféus distribuídos, jogou luz sobre produções inovadoras.

Além do melhor curta-metragem foram escolhidos o melhor personagem, personagem coadjuvante, mixagem de som, fotografia, montagem e roteiro. A missão é difícil: das centenas de obras inscritas, somente 18 foram premiadas.

Seguem aqui as principais delas: produção de Mogi das Cruzes, ‘O Jardim Que Sangrava’, de Allan Gonçalves e Leo Miguel, teve o melhor personagem, enquanto o melhor som e fotografia ficou com ‘Tripofobia’, também de Mogi.

Já a melhor coadjuvante foi Soraia Costa ‘Tete Barilove’, do filme ‘Mamãe tem um Demônio’, de Guarulhos. O roteiro mais bem elaborado e também o título de melhor filme ficou com ‘A Palavra de Deus’, de Suzano. As sinopses e os link para assistir a todos estes curtas estão disponíveis nesta página.

“Acho muito importante este tipo de evento, que tem nomes de todo o Brasil mas valoriza muito nossa região”, comenta Allan Gonçalves, eleito o melhor intérprete da competição. “Isso nos estimula e funciona como uma vitrine. Ser indicado é uma honra, e ser premiado é ainda mais”.

Na opinião dele, o festival tem potencial para “galgar posições no cenário nacional” e tem dado boa projeção às criações do Alto Tietê, que embora não venham de metrópoles, não deixam nada a desejar quando comparadas a títulos de São Paulo ou outros grandes polos.

“Um dos filmes selecionados foi gravado no Centro Audiovisual de São Bernardo do Campo. Não temos isso em nossa região. Mesmo em Mogi e Suzano não há investimento especificamente para isso, mas a gente estuda e procura melhorar sempre”, comenta.

De fato, não há por aqui uma escola pública específica para esta arte, como há na região do ABC. Mas por pouco. Em junho, recursos do Fundo Municipal de Cultura, que seriam destinados para a construção do Estúdio Municipal de Cinema e Fotografia foram destinados para a continuidade da agenda Mostra Virtual de Mogi das Cruzes – A Arte Não Esqueceu de Você (Movi.Ar). Contudo, o projeto não foi descartado e deve retornar no futuro.

Enquanto isso não acontece, Allan defende as produções feitas até março, antes da pandemia, quando era possível gravar ao ar livre, com várias pessoas no set. “Muitos filmes, como o meu, utilizam câmeras em terceira pessoa, como celulares e imagens de segurança, para reforçar o terror e o suspense. Isso porque esses gêneros têm melhor custo-benefício quando se pensa em produzir algo de qualidade”.

Num não tão distante amanhã, o cineasta acredita que Mogi possa ter um festival próprio de curtas, algo que não acontece há, pelo menos, sete anos. Por enquanto ele se mostra satisfeito com a produção local e diz que aproveitou o isolamento social para escrever novos roteiros que devem ser gravados em breve.

“Além disso, muitos atores e produtores audiovisuais começaram a se movimentar dentro de casa, gravando peças, por exemplo. E as pessoas têm tido mais tempo para consumir o material que é criado em toda a região”, encerra ele.

CONFIRA ALGUNS CURTAS DO FESTIVAL

‘O Jardim Que Sangrava’ (2020)

Gênero: Suspense

Sinopse: G. S. Allan é um escritor que teve muito sucesso com seu primeiro livro, ‘Declínio’, mas que não teve a mesma repercussão positiva com o segundo, ‘O Animal de Dentro’. Para tentar se recuperar, durante o processo criativo para uma terceira obra ele passa a gravar interpretações dos personagens da trama em diferentes situações. Mas após um crime o material cai em mãos erradas e alguém publica os vídeos de maneira anônima e inadvertida.

Direção: Leo Miguel e Allan Gonçalves

‘Amabile’ (2020)

Gênero: Documentário

Sinopse: “Porque a vida só se dá pra quem se deu, pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu!”. ‘Amabile’ é isso, saudade, palavra triste, a perda de um grande e puro amor. Antiga moradora da Vila Industrial, ‘Amabile’ conta sobre os percalços da vida. Dificuldades na infância e em criar os filhos. A saudade do primeiro amor.

Direção: Rodrigo Campos

‘Tripofobia’ (2019)

Gênero: Terror Fantástico

Sinopse: As areias negras de uma ampulheta iniciam uma contagem regressiva. Um homem surta numa sala negra enquanto rabisca um papel velho repetidas vezes e um homem acorrentado agoniza num quarto escuro e logo descobre que ele não está sozinho.

Direção: André Juarez Parolin, com fotografia de Vitor Meloni e som de Valdir Junior e Alexandre Albers

Disponível em:   https://vimeo.com/390705980 (senha 123tripofobia)

‘Mamãe Tem Um Demônio’ (2020)

Gênero: Terror Fantástico

Sinopse: Nos anos 90, Tete Barilove é a cantora mais sexy do Brasil. Embala hits e ultrapassa até mesmo artistas como Gretchen. Tudo isso até ser encontrada morta. O motivo? “Atirou na cabeça”. Trinta anos depois, seus fãs ainda se perguntam sobre seu suicídio. Uma delas é Beni, que numa noite, voltando do trabalho, descobre enfim o que aconteceu com a artista.

Direção: Demerson Souza

‘A Palavra de Deus’ (2020)

Gênero: Experimental

Exercício feito a partir de fatos que demonstram violência e preconceitos como machismo e misoginia. Personagens fictícios com questionamentos atuais levam em consideração também o espectro de polarização política do Brasil para fazer críticas pertinentes à esquerda e à direita.

Direção: Katrina Vernice

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