Entrar
Perfil
INVESTIGAÇÃO

UPA do Oropó nega demora no atendimento que terminou em socos e cadeiradas

Ainda estão sendo realizadas sindicâncias para descobrir o motivo da confusão que viralizou nas redes sociais no final de semana

O Diário
07/11/2022 às 15:40.
Atualizado em 07/11/2022 às 15:44

Imagens com a sequência das agressões registradas na UPA do Oropó circulam nas redes sociais (Reprodução/redes sociais)

Olá, quer continuar navegando no site de forma ilimitada?

E ainda ter acesso ao jornal digital flip e contar com outros benefícios, como o Clube Diário?

Já é assinante O Diário Exclusivo?
INVESTIGAÇÃO

UPA do Oropó nega demora no atendimento que terminou em socos e cadeiradas

Ainda estão sendo realizadas sindicâncias para descobrir o motivo da confusão que viralizou nas redes sociais no final de semana

O Diário
07/11/2022 às 15:40.
Atualizado em 07/11/2022 às 15:44

Imagens com a sequência das agressões registradas na UPA do Oropó circulam nas redes sociais (Reprodução/redes sociais)

Ainda não há resultado das medidas administrativas anunciadas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes e pelo Instituto Nacional de Tecnologia e  Saúde (INTS) após a gravidade das cenas de violência e pancadaria registradas na UPA do Jardim Oropó, em Braz Cubas. Não se sabe, oficialmente, o que teria provocado o desentendimento que terminou com socos, pontapés e cadeiradas desferidas, sobretudo por agentes de segurança que teriam sido demitidos, segundo afirmam a Secretaria Municipal de Saúde e a organização social contratada pelo poder público.

Informações que começaram a circular sobre o fato de que teria sido negado o atendimento à criança que estava com os três adultos, foram negadas por meio de nota, pelo INTS.

Segundo o instituto, o atendimento foi feito por dois médicos, dentro de um período de meia hora à criança e as agressões ocorreram após isso.

O Diário questionou se o início do desentendimento teria começado porque uma médica disse que não atenderia a criança. A versão é  confrontada pela institução.

O quadro das UPAs não possui pediatra, apenas clínicos gerais que estão aptos a atenderam os pacientes infantis e - diante de diagnóstico, encaminharem as crianças para os serviços de referência, como os hospitais Municipal de Braz Cubas (Prefeito Waldemar Costa Filho) ou das Clínicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar.

O INTS afirma que "não houve recusa ou demora no atendimento à criança na madrugada de 31 de outubro. Pelo contrário, o atendimento se deu em 30 minutos a partir da chegada da família por um dos dois médicos que estavam na unidade".

A organização social reforça que "o atendimento às crianças é realizado na unidade por médico clínico geral. As famílias podem seguir procurando a UPA normalmente para este perfil de atendimento".

De acordo com a nota, as agressões ocorreram após o atendimento da criança, que é vista nas imagens durante o conflito.

Além disso,acrescenta a nota, "os controladores de acesso envolvidos foram imediatamente afastados e já foram substituídos. O caso é alvo de uma apuração interna".

A Polícia deverá investigar o caso a partir de um boletim de ocorrência com registro sobre as imagens que circulam nas redes sociais, onde é possível ver, a troca de tapas e socos, entre os acompanhantes da criança e dois funcionários da UPA - estes últimos desferem socos e cadeiradas em dois homens que acompanhavam uma mulher que tinha uma criança no colo.

"O INTS reafirma seu absoluto repúdio pelas cenas de violência protagonizadas pelos controladores de acesso pertencentes a uma empresa terceirizada que realiza o trabalho".

Prefeitura

A Prefeitura de Mogi das Cruzes também emitiu nota onde repudia tais comportamentos e afirma que uma sindicância foi aberta para cobrar esclarecimentos dos responsáveis e estabelecer punições previstas no contrato, caso sejam confirmadas irregularidades no atendimento aos populares.

Sindicato

Dirigente do Sindicato dos Enfermeiros de Mogi das Cruzes e Região, Rodrigo Romão, afirmou que cresceram os relatos de conflitos e agressões nos postos de saúde, fato que tem sido denunciado pela entidade. Sobre o caso do Oropó, ele não quis comentar porque o registro não envolveu a categoria. Porém, ele comentou que existe um cenário de alta de insegurança por parte dos profissionais, sobretudo em unidades que trabalham 24 horas, e ficam esvaziadas durante os períodos da noite da madrugada.

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conosco
O Diário de Mogi© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por