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INCÊNDIO EM SAMPA

Prédio da 25 de Março ainda tem focos de incêndio, diz Defesa Civil

De acordo com associação de lojistas local, 80% dos pontos comerciais estão fechados; dano financeiro é incalculável, diz representante da entidade

Agência O Globo
11/07/2022 às 16:46.
Atualizado em 11/07/2022 às 17:26

Incêndio na região da 25 de Março, Centro Histórico de São Paulo (Foto: reprodução / Twitter)

O incêndio de grandes proporções que atingiu um prédio na Rua Barão de Duprat, na região da 25 de Março, ainda não está totalmente extinto. Ao Globo, o coordenador da Defesa Civil do estado, coronel Henguel Ricardo Pereira, afirmou que oficiais e soldados dos Bombeiros trabalham em focos internos de fogo — embora não exista mais o risco de que as chamas se alastrem pela região.

— O combate ao fogo vai prosseguindo conforme é possível acessar as áreas. Chance de desabamento sempre há, sobretudo porque as estruturas de concreto ficaram por muito tempo expostas às chamas. Após a extinção dos focos será preciso uma avaliação mais precisa para determinar o quanto foi comprometida a parte estrutural— diz Henguel.

Imóveis laterais, como é o caso de um segundo galpão, também foram duramente atingidos pelas chamas. Outro endereço danificado pelo incêndio, mas ainda sem indicativos do volume da destruição, foi a primeira Igreja Ortodoxa do país, fundada em 1904, em uma travessa lateral à 25 de março.

Dois bombeiros tiveram queimaduras de segundo e terceiro grau. Um deles queimou 16% do corpo e outro, 30%. Os profissionais, contudo, utilizavam máscaras de respiração, impedindo a inalação de fumaça, o que pode queimar as vias aéreas causando danos à saúde mais preocupantes.

Lojas fechadas

Representante da União dos lojistas da Rua 25 de Março e adjacências (Univinco), Claudia Urias, afirmou que 80% dos pontos de vendas estão fechados. Os que permanecem de portas abertas estão em ruas mais afastadas, caso de parte da Ladeira Porto Geral.

— O dano financeiro é incalculável, mas pedimos, por enquanto, que as pessoas evitem a região para que os bombeiros possam fazer seu trabalho — afirmou.

De acordo com ela, uma loja de departamento duramente afetada pelas chamas empregava entre 50 e 60 funcionários. Ela estava localizada justamente na Rua Barão de Duprat, nas costas do edifício onde o fogo começou. Ainda não se sabe, porém, qual será o destino desses empregados diante da perda de todo o estoque do ponto. Claudia afirmou que o proprietário está "inconsolável".

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