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MORTE

Polícia Civil investiga morte do professor Carlos Querido, socorrido em motel

Ele foi levado pelo Samu ao Hospital Luzia de Pinho Melo, onde morreu; sepultamento aconteceu nesta quinta-feira (14), no Cemitério da Saudade

Carla OlivoPublicado em 14/10/2021 às 16:51Atualizado há 2 dias
Reprodução - Facebook
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A Polícia Civil investiga a morte do professor Carlos Gomes Querido, 57 anos, que morreu na última terça-feira (12), no Hospital Luzia de Pinho Melo, para onde foi levado após ter sido socorrido em um motel, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com sinais de enforcamento. 

O corpo do professor, filiado ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado e São Paulo (Apeoesp), foi velado nesta quinta-feira (14), no Velório Municipal Cristo Redentor, no Parque Monte Líbano, e sepultado no início da tarde no Cemitério da Saudade, em Braz Cubas.

Segundo a única irmã de Carlos, Alzimar Querido dos Santos, ele estava prestes a se aposentar como professor de Língua Portuguesa na rede estadual de ensino, mas atualmente se encontrava em licença médica para tratamento psiquiátrico por causa da dependência química.

"Ele tinha problemas com drogas e costumava se internar no Hospital São João de Deus, em Pirituba, em São Paulo. Atualmente, ele morava com minha neta, em um apartamento alugado, no Jundiapeba 3. No dia 10, ele foi com ela fazer uma compra no supermercado e depois disso, ela ficou com a mãe e ele saiu, como costumava fazer, sempre que recebia o pagamento, e ficava fora de casa por alguns dias. Na terça-feira (12), fomos informados pelo hospital que ele havia morrido, após ter sido socorrido em um motel, mas não sabemos onde e nem com quem ele estava. Apenas após as investigações e as imagens das câmeras de segurança é que teremos estas informações", conta Alzimar, que registrou o boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial de Mogi. O caso é tratado como morte suspeita.

Ela diz que na descrição do Samu, consta que a equipe foi chamada por funcionários de um motel, mas não cita o nome e a localização do estabelecimento, onde Carlos teria sido encontrado sozinho, no quarto, com a calça jeans enrolada no pescoço e grande quantidade de cocaína e crack.

"Neste documento do Samu diz que meu irmão estava em estado de agitação e sonolência, mas com vida. Quando chegou ao hospital, a médica tentou reanimá-lo por 20 minutos, mas ele não voltou e foi a óbito. O Samu não disse em qual motel ele estava, mas provavelmente era em Jundiapeba, onde ele costumava frequentar com amigos para usar drogas", conta Alzimar.

Solteiro, Carlos lecionava para turmas do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio, sempre na disciplina Língua Portuguesa. O último local em que lecionou foi na Escola Estadual Profª Branca Baumann do Amaral, no bairro Jardim Layr, em Mogi das Cruzes.

"Ele sempre foi bastante atuante, bom profissional e um professor muito querido por alunos e colegas de trabalho", contou a vereadora Inês Paz (PSOL), uma das coordenadoras da Apeoesp. Ela acompanhou o velório e sepultamento de Carlos e está prestando assistência à família.

  

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