Desde o início da manhã desta terça-feira, dia 17, a Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião cumpre 19 mandados de busca e apreensão pela operação ‘Ozymandias’, em residências e empresas de “pessoas envolvidas em uma organização criminosa voltada a fraudes licitatórias”, entre outros crimes. Uma das empresas investigadas, segundo informações do G1, seria a Pioneira Saneamento Ltda, com sede em Suzano.

A reportagem de O Diário procurou a Pioneira, por telefone, mas não obteve sucesso. Segundo o boletim da Polícia Civil, “mandados foram cumpridos nos municípios de Caraguatatuba, Natividade da Serra, Suzano, Mogi das Cruzes e Poá”.

Além da já citada fraude licitatória relacionada a prefeitura de Caraguatatuba, são apontados os crimes de “falsidade ideológica e corrupção ativa e passiva”.

A suspeita é motivada por “documentos encaminhados pelo Ministério Público de Caraguatatuba”, que mostram “funcionários públicos e terceiros valendo-se de sua influência” para determinar a realização de “medições fraudulentas, inserindo a realização de serviços não executados a fim de que fossem aprovados pelos funcionários públicos responsáveis”.

Ainda segundo a Polícia, “havia a determinação do pagamento por tais serviços, situação esta que ocasionava em superfaturamento, pagamento ilegal por atividades não realizadas e consequente dano ao erário, com prejuízo à população”.

Para que fosse mantido o contrato administrativo de prestação de serviços, “a empresa beneficiada realizava pagamentos mensais de cerca de R$ 900 mil aos funcionários públicos, secretários municipais e terceiros envolvidos na empreitada criminosa”.

O boletim afirma que a organização criminosa atua “pelo menos desde o ano de 2017, locupletando-se de forma ilícita de valores destinados ao custeio de serviços públicos”.

Com valor superior à R$ 17 milhões, a contratação para a prestação dos serviços públicos foi realizada no ano de 2017. De acordo com a Polícia, o valor elevado é creditado a “diversos termos aditivos”.

A operação ‘Ozymandias’ – cujo nome é o mesmo de um conhecido soneto de Percy Bysshe Shelley, publicado em 1818 - resultou na apreensão de “documentos, computadores, celulares, pen drives” e “cerca de R$ 50 mil, além de armas de fogo”.