Entrar
Perfil
ACIDENTES

Número de acidentes aumenta enquanto Estado não tem prazo para retomar fiscalização eletrônica

Quatro estradas estaduais que cortam Mogi das Cruzes estão desde janeiro de 2021 sem radares; mais um caso fatal neste final de semana reacende debate

Fábio Palodette
11/07/2022 às 12:38.
Atualizado em 12/07/2022 às 18:42

(Fabiano A. do Valle - Arquivo Pessoal)

A morte de dois homens em um acidente na Mogi-Taiaçupeba (SP-102), em Mogi das Cruzes, na manhã deste domingo (10), reacende o debate sobre a necessidade de instalação de radares na cidade.Tanto as vias estaduais quanto as municipais estão sem os aparelhos de fiscalização. Em ambos os cenários, não há data prevista para a retomada. 

Para o caso das vias administradas pelo Estado, a situação é mais complicada. As quatro rodovias estaduais que cortam o Alto Tietê administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) estão sem fiscalização eletrônica desde 12 de janeiro de 2021, após vencimento do contrato. Após inumeras cobranças, a resposta do órgão é a mesma: o processo licitatório está em andamento. 

As vias sem os aparelhos são: Mogi-Dutra (SP-88), Mogi-Salesópolis, Mogi-Bertioga (SP-098) e Mogi-Taiaçupeba (SP-102).

Mais uma vez procurada pela reportagem, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que trabalha na licitação para a instalação de novos radares nas rodovias citadas por este jornal. Enquanto ocorre o processo de licitação, a fiscalização continua sendo realizada pela Polícia Militar Rodoviária, por meio dos radares portáteis.

"O DER ainda alerta que o respeito às leis de trânsito, como dirigir dentro da velocidade determinada na via, é vital para um trânsito mais seguro", finaliza a nota. 

Dois graves acidentes registrados em rodovias que interligam o Alto Tietê, Alfredo Rolim de Moura (SP-88), a Mogi-Salesópolis, e a Cândido do Rêgo Chaves, a Estrada das Varinhas, em maio último, foram tratados em uma reunião naquele mês entre parlamentares da região e o superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Edson Caram. Promessas de providências foram ouvidas pelo grupo. Lá, a palavra era sobre o funcionamento dos equipamentos neste segundo semestre. 

O Infosiga atualiza as mortes em acidentes e revela que 25 pessoas já haviam morrido no trânsito de Mogi das Cruzes até maio passado)

Moradores próximos da Mogi-Taiçupeba falaram a O Diário que esperam que os equipamentos sejam reativos. O motivo é os abusos de motoristas, em especial no final de semana. A frequencia de acidentes aos sábados e domingos é muito maior, aponta. 

Um morador chegou a enviar um ofício para a Prefeitura de Mogi cobrando a instalação dos aparelhos. 

"Aqui está muito complicado, tem gente que bebe, que sai de balada e vai correndo. Falta prudência dos motoristas, mas antes não estava assim. Quem mora aqui perto fica preocupado de ter que passar de noite", comentou Alan Silva, que mora próximo da estrada Mogi-Taiaçupeba. 

De acordo com as informações iniciais, o acidente na Mogi Taiaçupeba do último domingo aconteceu por volta das 11h50, próximo ao quilômetro 72 da rodovia, em frente ao mercado Aroeiras. Segundo o Corpo de Bombeiros, três viaturas foram enviadas para o endereço e as vítimas morreram ainda no local. O passageiro, que ficou preso às ferragens,  sofreu um trauma na face.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recebeu a informação de que os ocupantes do veículo estavam indo para o litoral, quando o motorista perdeu o controle do carro e atropelou o homem de 60 anos. Foi quando ele, ao tentar desviar, arremessou o carro no barranco e também morreu.

 Perigos

O acidente aconteceu bem próximo a uma placa de fiscalização eletrônica. O equipamento, entretanto, não existe mais no local. Um morador do bairro Aroeiras, que não quis se identificar, diz que desde que os radares – que eram dois – foram retirados, os acidentes fatais passaram a ser registrados com frequência na via.

 Em Mogi

A instalação dos radares em pontos que antes não contavam com o monitoramento fixo, como as avenidas Antônio Almeida, pouco antes da entrada da ponte Ângelo Abieiro, Shozo Sakai e Estrada do Evangelho Pleno (Álvaro Pavan), move a espera dos mogianos pelo início da fiscalização eletrônica, ainda sem prazo divulgado pelo governo municipal. Nesta quarta-feira, completa um mês da emissão da ordem de serviço e, em agosto, a cidade fechará um ano sem o sistema eletrônico. 

Segundo a Prefeitura de Mogi, não há uma data para se iniciar a aferição dos equipamentos, mas o funcionamento, durante uma semana e em caráter provisório dos 30 pontos monitorados, deverá ser anunciado “em breve”. Uma diferença destacada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana é que esse novo ciclo não prevê, apenas a fiscalização, mas soluções inteligentes para um trânsito cada vez mais lento em vários corredores e com o registro de graves acidentes. 

A cidade caminha para completar um ano sem a fiscalização eletrônica, sendo que, no passado recente, entre 2020 e 2021, também ficou igual período sem o serviço, que foi retomado apenas durante três meses, entre maio e agosto do ano passado, para ser novamente desativado porque naquele mês terminou a contratação deste tipo de trabalho (leia mais)

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conosco
O Diário de Mogi© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por