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Mulher transexual está desaparecida há 4 dias; família e amigos suspeitam de assassinato

Segundo relato de uma amiga, que também foi baleada, Nataly teria sido alvejada em um sítio. Conhecidos da vítima cobram maior empenho da polícia.

Larissa RodriguesPublicado em 16/12/2020 às 09:44Atualizado em 16/12/2020 às 17:31
As buscas, realizadas por família e amigos, têm sido feitas perto da Avenida das Orquídeas / Reprodução - Facebook
As buscas, realizadas por família e amigos, têm sido feitas perto da Avenida das Orquídeas / Reprodução - Facebook

A família e os amigos de Nataly Lily buscam por ela desde a noite do domingo (13), quando ficaram sabendo que a mulher, que é transexual, poderia ter sido assassinada. Ela estava acompanhada por uma amiga, que foi baleada e encaminhada ao hospital Luzia de Pinho Melo, mas não soube dizer onde, de fato, aconteceram os disparos.

"Minha irmã é acompanhante e faz programas perto de um hotel em Jundiapeba. No sábado, ela foi para lá e não voltou mais. Ela estava acompanhada de uma amiga, que também faz programas, e as duas foram convidadas por um casal, que pagou antecipado, para uma confraternização", conta Luan Fortunato, irmão da vítima.

Ele explica que essa amiga contou que Nataly foi quem conversou com o casal inicialmente e depois a convidou para participar. Elas entraram no carro e foram em direção à Avenida das Orquídeas. Os clientes teriam dito que iriam para uma festa em um sítio, mas ao chegar no local somente Nataly desceu do carro e foi alvejada.

"A amiga dela continuou no carro e quando viu a minha irmã já tinha sido baleada. Tinham outros dois rapazes esperando nesse lugar e eles mostraram fotos, mas não eram da minha irmã e nem da amiga dela. Essa pessoa da foto teria agredido familiares deles. Eu acredito que tenha sido um engano", afirma Luan.

Mesmo com a confusão, a amiga não foi poupada dos tiros, que atingiram sua boca e seu braço. Após desmaiar, ela acordou em cima de Nataly e tentou acordá-la, mas achou que ela já estava morta. A amiga conseguiu correr até uma casa da comunidade do Gica, no distrito de Braz Cubas. Lá, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e ela foi encaminhada ao Luzia.

Quando acordou no hospital, a amiga relatou a irmã tudo o que aconteceu e foi ela quem encaminhou um áudio para Luan contando o que havia acontecido. "Nós já fomos procurar todas as pistas que tínhamos, fomos perto da Avenida das Orquídeas, no Parque Leon Feffer, mas não conseguimos nada. E a Polícia não está ajudando, não está fazendo nada", frisa o irmão.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) disse apenas que o caso foi registrado pelo 2º DP de Mogi das Cruzes como tentativa de homicídio e desaparecimento de pessoa, que investiga os fatos.

Luan chegou a oferecer R$ 10 mil para quem encontrar o corpo de Nataly. Agora, ele diz que o apoio da família e dos amigos dão uma esperança para que encontre a irmã ainda com vida.

Nas redes sociais diversas postagens cobram maior empenho da polícia nas buscas por Nataly, que é lembrada como "mulher trans, negra e da periferia".

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