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INSEGURANÇA

Loja de colchões no centro de Mogi é assaltada duas vezes e preocupa comerciante

Suspeito teria entrado pelo telhado do imóvel na tentativa de levar objetos e equipamentos; registros semelhantes passaram a ser comuns no Centro

Mariana Acioli
01/08/2022 às 15:27.
Atualizado em 01/08/2022 às 18:59

A loja de colchões na rua Doutor Corrêa foi invadida pelo criminoso através de um buraco feito no teto do prédio. (Imagem: Arquivo Pessoal)

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INSEGURANÇA

Loja de colchões no centro de Mogi é assaltada duas vezes e preocupa comerciante

Suspeito teria entrado pelo telhado do imóvel na tentativa de levar objetos e equipamentos; registros semelhantes passaram a ser comuns no Centro

Mariana Acioli
01/08/2022 às 15:27.
Atualizado em 01/08/2022 às 18:59

A loja de colchões na rua Doutor Corrêa foi invadida pelo criminoso através de um buraco feito no teto do prédio. (Imagem: Arquivo Pessoal)

17 anos - ou quase duas décadas. Este é o tempo total de existência de uma loja de colchões localizada na rua Doutor Corrêa, região central de Mogi das Cruzes. Até aqui, o estabelecimento não havia registrado assaltos, mas infelizmente esta estatística mudou. Apenas em 2022 já foram dois crimes. Neste sábado (30) o segundo furto jogou luz à insegurança que vem sendo denunciada também por outros comerciantes da região nos últimos meses.

Realizadas pelo telhado, as invasões têm ocorrido à noite. Por volta das 5 horas da madrugada do sábado, a proprietária Paloma Prado recebeu a informação sobre o dispare do alarme de segurança do comércio. Ao chegar ao local poucas horas depois, o espaço estava revirado e com um buraco no teto. No fim, foi observado apenas a ausência de um celular, que, aparentemente, foi o único objeto que o suspeito do crime conseguiu levar saindo pelo forro. O alarme pode ter afugentado o criminoso.

Segundo relato da comerciante, o criminoso revirou a loja, mas apanhou especialmente bebidas e itens que costumam ficar à disposição dos clientes que visitam o local. Todos foram colocados em um saco junto com uma cafeteira, mas deixados caídos no chão próximo de onde a pessoa teria conseguido entrar.

“Ele tentou pegar o meu monitor, mas não conseguiu porque estava ligado com fios no computador. Tentou pegar uma impressora também, que conforme ele puxou com os cabos, conseguiu quebrar, mas não levou. Como aqui tem um pé direito mais alto, as outras coisas que ele juntou para levar caíram tudo lá de cima, deixou uma bagunça e o prejuízo”, conta Paloma, inconformada.

No melhor dia de vendas do estabelecimento, a comerciante precisou se ocupar em organizar a loja e reestabelecer a internet para registrar o boletim de ocorrência online. Além do caos de objetos quebrados e a loja bagunçada, o buraco no telhado com a fiação exposta foi uma das principais preocupações com relação ao dano sofrido.

“Eu sempre fiquei tranquila, porque, quem roubaria uma loja de colchões, não é? Não imaginava que alguém conseguiria sair daqui com um colchão, mas não foi exatamente o que aconteceu”, ironiza.

Em entrevista a O Diário a proprietária compartilhou que em quase duas décadas em que mantém o comércio no centro de Mogi, foi neste ano que ocorreram os primeiros casos de assalto.

“Uma colega comerciante aqui da proximidade deu a ideia de unirmos mais outros donos de lojas aqui da região central para tentarmos ir atrás de soluções na Prefeitura de Mogi ou Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes (Sincomércio). Eu já estou querendo agitar isso”, ressaltou Paloma.

Casos como o assalto no comércio de colchões desse sábado (30) não são isolados. Além de ocorrências já noticiadas por este jornal, continuam havendo outros casos em que lojas e até creche do Centro e regiões como o Largo Francisco Ribeiro Nogueira têm sido invadidas, evidenciando a insegurança e a necessidade de uma intervenção para que os casos deixem de acontecer.

 Programa de Vigilância Solidária

O presidênte do Sincomércio, Valterli Martinez comentou sobre o crime deste sábado, que se soma a recorrentes casos de criminalidade na área central de Mogi, que apesar disso, destacou: "os furtos diminuíram, em relação ao ano passado cerca de 15%".

Segundo ele, o Programa de Vigilância Solidária (PVS) tem sido um meio usado para as identificações e apreensões de suspeitos, pois une comerciantes e integrantes da Polícia para o compartilhamento das informação das ocorrências em tempo real.

"Estamos vendo o programa ter muito sucesso, mas o problema tem sido a adesão dos lojistas. Passei no comércio da Paloma e já consegui incluir ela no grupo do PVS", ressaltou Martinez, destacando a importância da informação sobre o programa em parceria com os policiais que busca combater a insegurança. 

Para aqueles que mantêm um estabelecimento e se interessarem no programa, ligue através do contato (11) 4799-7788 para mais informações.

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