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ARRASTÃO

Ladrões em motos roubam celulares de trabalhadores na estação de trem de Jundiapeba

Roubo de telefones cresce no distrito e o modo de agir dos bandidos é quase sempre o mesmo: em dupla, eles abordam as vitimas e levam os pertences dos moradores

Eliane José
15/12/2021 às 17:04.
Atualizado em 15/12/2021 às 18:38

O relato de trabalhadores que foram assaltados no ponto de ônibus, próximo à estação de trem, revolta moradores do Distrito de Jundiapeba (Arquivo O Diário)

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Ladrões em motos roubam celulares de trabalhadores na estação de trem de Jundiapeba

Roubo de telefones cresce no distrito e o modo de agir dos bandidos é quase sempre o mesmo: em dupla, eles abordam as vitimas e levam os pertences dos moradores

Eliane José
15/12/2021 às 17:04.
Atualizado em 15/12/2021 às 18:38

O relato de trabalhadores que foram assaltados no ponto de ônibus, próximo à estação de trem, revolta moradores do Distrito de Jundiapeba (Arquivo O Diário)

Seis funcionários que estavam aguardando os ônibus de empresas de Mogi das Cruzes para trabalhar na madrugada desta quarta-feira (15) foram as mais novas vítimas de um tipo de crime cada vez mais comum no distrito de Jundiapeba: ladrões armados chegam em motos - uma ou mais - para abordar homens e mulheres e levar celular, documentos, dinheiro e até chaves. O caso está sendo tratado pelos moradores como um "arrastão" Há casos em que os criminosos estão em carros. 

Páginas de facebook, como a do Jornal de Jundiapeba, e redes sociais de moradores relatam os casos e a sensação de insegurança da comunidade, como conta o ex-vereador Expedito Ubiratan Tobias. "Quase todos os dias, a gente acompanha algum relato. Há um crescimento absurdo e, no Conseg (Conselho de Segurança), nós pedimos mais policiamento, o problema é que os resultados não estão aparecendo", admite.

Um cabeleireiro que terá o nome preservado foi vítima na madrugada de domingo para segunda-feira, quando estava a alguns metros da casa onde reside, na rua Manoel Fernandes. Segundo a mãe contou a O Diário, os ladrões estavam em um Gol G5 Prata. Armados, eles levaram os documentos, o celular, e as chaves que estavam com o rapaz.

"Eu mesmo nunca foi assaltada, mas, aqui, não tem essa de ser de dia, de tarde, ou de noite. Os ladrões estão roubando a qualquer hora do dia e, posso ser sincera, não é por falta de 'polícia', a gente muitos policiais, mas não conseguimos entender o que está acontecendo".

No arrastão da madrugada de hoje, seis trabalhadores foram as vítimas. Eles estavam em frente à estação de trem de Jundiapeba e aguardavam os ônibus fretados, quando três motos pararam e os ocupantes desceram e levaram celulares e outros pertences.

Tobias afirma que alguns casos estão sendo registrados no caminho da escola. "Mães vão levar as crianças e são assaltadas".

Ele também lembra que prédios públicos estão cada vez mais vulneráveis. "Dia desses foi a unidade o CRAS, mas outras unidades também já foram invadidas".

Tobias conta que as pessoas e até mesmo lideranças passaram a viver intranquilos. "As pessoas temem denunciar", arremata.

Apesar de contar com a sede de uma das companhias da Polícia Militar a 4ª) e da Guarda Municipal (nas antigas instalações da base fechada da Policia Rodoviária), o vereador Pedro Komura admite as dificuldades com o combate desses crimes. 

Ele voltou a receber mais pedidos de solução para o crescimento desses furtos e roubos a pedestres. E conta que irá solicitar ao comando da Polícia Militar e aos deputados estaduais uma ação pontual para ampliar as rondas nas ruas do lugar.

Enquanto isso não ocorre, nas páginas mais populares de Jundiapeba, os casos demonstram que a situação assume um patamar perigoso. Roubos de bicicleta, dinheiro e celulares são denunciados e, nos comentários, é possível constatar o desalento dos moradores com uma mudança no perfil de segurança do bairro.

Fontes de O Diário afirmam que o controle do tráfico já foi mais efetivo no local, apesar de flagrantes continuarem sendo registrados. "Já tivemos comandantes da Polícia mais presente", disse a fonte, também com receio de represália. O problema é que as pessoas do bairro são conhecidas e temem pela segurança pessoal e da família.

Na administração passada, houve uma tentativa de se manter um  novo polo de segurança na antiga base da Polícia Rodoviária. Apesas das tratativas, na prática, até agora, isso não se efetivou, e apenas a Guarda Municipal ocupa o endereço. 

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