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Invasão e furto: estúdio de tatuagem em Mogi tem prejuízo de R$15 mil; "Estamos indignados"

"Levaram toda nossa vitrine, todas nossas joias", conta proprietária, que cobra mais segurança na cidade; cavaletes da Prefeitura foram usados para arrombar a porta

Fábio Palodette
26/08/2022 às 15:04.
Atualizado em 26/08/2022 às 19:52

Enquanto crescem os relatos e reclamações de violência em Mogi das Cruzes, mais um comércio foi furtado no município - desta vez, bem ao lado da praça Coronel Benedito de Almeida, na região central -, deixando prejuízo e muita dor de cabeça para os proprietários e funcionários. O estúdio Klash Tattoo e Piercing foi invadido e teve a vitrine de jóias 'saqueada', na madrugada desta sexta-feira (26). O prejuízo estimado é de R$ 15 mil, isso sem contar as despesas do reparo da porta do estabelecimento, que foi arrombada. 

Esse foi o primeiro furto que ocorreu na loja em muitos anos. Os criminosos levaram joias, cerca de R$400 em espécie que estava no caixa e até talões de cheque. 

Os envolvidos ainda não foram identificados. Os proprietários da Klash tiveram acesso a imagens de câmeras de segurança de um comércio localizado no Largo Francisco Ribeiro Nogueira, conhecido como 1° de Setembro, que mostra quatro indivíduos sentados, manuseando o que parecem ser os itens furtados. No mesmo local, funcionários encontraram no chão algumas das peças levadas. 

Um detalhe que chama a atenção no crime foi que cavaletes da Prefeitura, que estavam na praça, foram usados para arrombar a porta do estúdio. 

O caso teve grande repercussão nas redes sociais. Parte dos clientes do estúdio, que atua na praça localizada ao lado da Catedral de Santana há 17 anos, se solidarizaram. Uma corrente foi criada para ajudar o estabelecimento a manter as atividades nos próximos dias. 

Em uma postagem no Instagram, a equipe pediu para que atitudes suspeitas fossem denunciadas. 

"E quem nos conhece sabe o quanto lutamos para ter cada pedaço que tem aqui dentro. Peço encarecidamente que se alguém souber de algo, se alguém tentar vender algo a vocês, nos avisem", traz postagem que também cobra mais segurança nas ruas de Mogi. 

"A criminalidade está demais. Nós já ouvimos falar de outros estúdios que foram roubados. Lanchonetes na rua de trás já haviam sido assaltadas. Só vemos os relatos crescerem" critica a proprietária da loja, Nauane Rosa Moreira de Campos, em conversa com O Diário

Ela pede reforço de rondas e melhor atendimento em casos parecidos. 

Segundo ela, o caso foi registrado no 1° Distrito Policial de Mogi. 

Ela, porém, critica o atendimento inicial da PM. "Não fomos orientados corretamente pela primeira viatura, o que deve nos prejudicar. Quando a polícia esteve no local pela primeira vez, não nos deu orientações do que fazer. Não nos contou, por exemplo, que era necessário isolar o local do crime", criticou. 

"Mais tarde, acho que por causa da repercussão do caso nas redes, um policial veio e passou mais informação para a gente. Depois, a Polícia Civil veio aqui tentar coletar impressões digitais, mas o local precisava ter ficado isolado", disse. 

A proprietária ficou sabendo da invasão após receber ligações de clientes. Na madrugada, uma pessoa que presenciou o crime acionou a Polícia. 

Agora, a loja irá trabalhar para correr atrás do prejuízo. "Esperamos que a justiça seja feita. Acredito que todo mundo precise fazer barulho, por que senão, lá na frente, outros estúdios podem passar o mesmo, outras lojas. É bem triste a situação", lamenta Nauane.  

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