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OPERAÇÃO

Delegado e policiais investigados por suspeita de extorsão são soltos

Grupo estava detido desde o último dia 22 de setembro, em São Paulo; TJ acatou o recurso da defesa nesta quinta-feira (8)

O Diário
08/12/2022 às 18:49.
Atualizado em 08/12/2022 às 20:44

Delegado Peretti e policiais civis e militares presos em operação do Gaeco são soltos (Arquivo)

*Essa matéria está em atualização

A Justiça colocou em liberdade na tarde desta quinta-feira (8) o delegado de Polícia Eduardo Peretti e os dois policiais civis e dois militares presos com ele, acusados de extorsão e envolvimento com o tráfico de drogas.

Eles haviam sido detidos durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar e das Corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil, realizada no último dia 22 de setembro em Mogi das Cruzes e outras cidades da região. A decisão é do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que acatou o recurso da defesa dos acusados e expediu o alvará de soltura.

Um dos seis policiais presos na operação é o delegado Eduardo Peretti Guimarães, que atua em Salesópolis.Também foram presos outros três policiais civis e dois militares, além de traficantes de Mogi e São Paulo.

Por meio de nota emitida na época da prisão, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo destacou que as corregedorias das polícias Civil e Militar prestaram apoio ao Ministério Público. Além disso, informou que seriam adotados procedimentos administrativos relacionados aos agentes e que "não compactua com desvios de conduta e os casos são rigorosamente investigados".

Durante a ação do Gaeco na noite do último dia 22 de setembro foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão temporária em diferentes endereços da região e São Paulo. Os policiais foram conduzidos ao Presídio Romão Gomes, na Capital, enquanto os três policiais civis foram levados à Corregedoria da Polícia Civil, na avenida Paulista, também na Capita. 

Gravações reunidas pelos promotores de Guarulhos indicavam que agentes exigiam remessas semanais dos traficantes. Além disso, a investigação demonstrava que comerciantes com pendências na área ambiental também eram vítimas de extorção. 

A investigação é desdobramento de denúncia feita em 2017, quando o delegado foi exonerado da Polícia Civil, após ser condenado por crime de concussão (quando um agente público utiliza a autoridade do cargo para obter vantagens pessoais). No ano passado, no entanto, em uma ação judicial proposta por advogados que defendiam o delegado junto à Vara da Fazenda Pública de Mogi das Cruzes, a autoridade foi reconduzida aos quadros da Polícia Civil (veja reportagem). O juiz Bruno Miano, na oportunidade, entendeu que havia irregularidades no processo de exoneração do autor.

O Diário entrou em contato com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo para obter informações sobre a decisão desta quinta-feira (8), que prometeu retorno apenas na segunda-feira (12), já que amanhã não haverá expediente devido à comemoração do Dia da Justiça.

A reportagem também fez contato com a Secretaria de Estado da Segurança Pública sobre o caso e aguarda retorno.

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