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CASO KALTMAIER

Defesa de neto que matou o avô considera pena 'excessivamente alta' e vai recorrer

Lothar Gustav Hoehne Kaltmaier foi condenado a 28 anos de reclusão pela morte do avô paterno Gerhard Kaltmaier, morto a facadas.

Natan LiraPublicado em 28/09/2021 às 10:34Atualizado há 19 dias
Natan Lira
Natan Lira

A defesa do médico Lothar Gustav Hoehne Kaltmaier, condenado na noite desta segunda-feira (27) a 28 anos de reclusão pela morte do avô paterno Gerhard Kaltmaier, em 2011, considerou a pena "excessivamente alta" e informou que vai recorrer da decisão. 

O júri popular considerou Gustav culpado pelo crime de homicídio doloso (com intenção) com as três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. 

Nesta terça-feira (28), o advogado Airton Jacob Filho, que integrou a banca defensiva de Lothar, destacou em nota que, embora mereça todo respeito a decisão soberana do Conselho de Sentença, dos sete jurados que cumpriram seu dever cívico, manifestou a indignação em relação à sentença prolatada pelo Magistrado Presidente do Tribunal do Júri de Mogi das Cruzes.

O texto destaca ainda que a decisão judicial impõs "pena excessivamente alta", sem devido amparo legal e não justificado no caso, demonstrando um inequívoco viés punitivo incompatível com a postura de imparcialidade exigida do Poder Judiciário.

"Isso ficou ainda mais evidente com a arbitrária e abusiva prisão determinada após o julgamento, medida que contraria decisões dos Tribunais Superiores que impedem a prisão antes do trânsito em julgado", destacou a nota. 

O caso

O crime aconteceu em 2011, e na época em Lothar Gustav Hoehne Kaltmaier, tinha 24 anos. No processo de cerca se 600 páginas tem todo o histórico do crime envolvendo a morte do empresário Gerhard kaltmaier, de 81 anos, era dono de uma empresa de locações de imóveis, na época em que foi assassinado a facadas dentro do próprio escritório.

O neto era estudante de medicina e não foi preso em flagrante. Alguns dias após o crime se apresentou na delegacia, confessou ter matado o avô e passou a responder pelo crime em liberdade. Ele continuou estudando e concluir a faculdade de medicina.

No processo, médico Lothar Gustav alega que motivo da discussão que levou ao assassinato do avô na época foi por problema financeiro. Ele relatou que havia ido ao escritório do avô para buscar o dinheiro referente a um débito que o pai dele tinha no Paraná, no valor de R$ 2 mil. E que, na ocasião, o avô começou a falar de seu pai, criticando-o por não ter se formado na universidade, que ainda dependia das finanças do avô e que Gustav estava indo pelo mesmo caminho. 

Segundo ele, o avô era contra ele e sua irmã cursarem medicina, porque considerava que o seu pai não tinha condição para bancar o curso que, segundo o neto, era custeado pela mãe, pai e a avó materna, e sempre foi contra o casamento dos seus pais.

Foi durante a discussão, no momento em que o avô teria chamado a mãe dele de “puta, vagabunda”, que ele disse que “cegou”, olhou para a mesa e viu a faca sobre a mesa. Se lembra de ter dado dois ou três golpes na região do ombro esquerdo, mas não imaginou que teria matado o avô.

  

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