As equipes do Corpo de Bombeiros de Bertioga e Mogi das Cruzes, além do helicóptero Águia da Polícia Militar de São Paulo, continuam nesta terça-feira (23) as buscas pelas duas pessoas que desapareceram na Serra do Mar, depois de serem levadas pela água do rio Itapanhau, no domingo (21). Mais de 30 pessoas foram resgatadas do local no mesmo dia, depois que o nível do rio subiu rapidamente.

As buscas são por Luis Uilon de Freitas Morgado, de 24 anos, e Neire Araujo Dutra, de 43 anos. Segundo as informações do Corpo de Bombeiros, o grupo havia amarrado uma corda para conseguir atravessar o rio, mas na vez de ela passar acabou se desesperando. Ele foi ajudar e os dois acabaram sendo levados pela correnteza.

A operação é comandada pelo capitão Thiago Duarte, do 16 GB de Bertioga. Ele contou à reportagem de O Diário que os bombeiros estão abaixo do quilômetro 81. Na segunda-feira, eles foram acima deste ponto e desceram pela margem direita do rio, por cerca de 4,5 quilômetros, verificando se encontravam os dois perdidos ou algum objeto que pudesse servir de pista. Já nessa terça-feira estão eles realizam as buscas no lado esquerdo.

“A gente faz o caminho pela margem porque se tiver algo para visualizar, mesmo com o nível alto do rio, vai que ele jogou o corpo para fora e ficou preso em uma pedra, árvore. É um serviço de possibilidades”, diz.

Neire estava com uma camiseta petra e os homens encontraram um pedaço de camiseta preta, mas ainda não tem como afirmar se é dela ou não, segundo o capitão. A camiseta foi deixada no local, para que a equipe que assumisse hoje soubesse exatamente o ponto em que os bombeiros do dia seguinte percorreram.

“Provavelmente amanhã nós vamos mudar a estratégia. Que é aí sim colocar os botes na água, lá por baixo, com o volume do rio bem menor. Vamos refazer os caminhos que a gente já fez, mas aí tentando encontrar as fendas. Se não estiver chovendo, a probabilidade é de as águas reduzirem, então a gente consegue mudar a estratégia”, detalhou.

O helicóptero Águia da PM também percorre uma região da mata em que os bombeiros não estão, por ser de maior dificuldade.

O grupo tinha ido até o local para a prática de rapel na Cachoeira do Elefante, que fica na Serra do Mar. Para chegar até a queda d'água é preciso fazer uma trilha de 11 quilômetros, que tem trechos íngremes e de dificuldade considerável.