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PROJETO SOCIAL

Após série de 5 furtos, Irmãs Ursulinas lançam "vaquinha" em Mogi

Em um período de duas semanas, cinco furtos de fios foram registrados na obra social Arte, Educação e Cidadania, mantida pelas Irmãs Ursulinas, no Conjunto Santo Ângelo. Semana passada, atendimento foi suspenso por falta de energia elétrica

Eliane José
31/05/2022 às 12:00.
Atualizado em 21/07/2022 às 11:32

Série de cinco furtos em unidade de ensino no Conjunto Santo Ângelo, denunciada pelas Irmãs Ursulinas, não é fato isolado (Arquivo)

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Após série de 5 furtos, Irmãs Ursulinas lançam "vaquinha" em Mogi

Em um período de duas semanas, cinco furtos de fios foram registrados na obra social Arte, Educação e Cidadania, mantida pelas Irmãs Ursulinas, no Conjunto Santo Ângelo. Semana passada, atendimento foi suspenso por falta de energia elétrica

Eliane José
31/05/2022 às 12:00.
Atualizado em 21/07/2022 às 11:32

Série de cinco furtos em unidade de ensino no Conjunto Santo Ângelo, denunciada pelas Irmãs Ursulinas, não é fato isolado (Arquivo)

Com apenas uma e duas noites entre um furto e outro, a sede do projeto social Arte, Educação e Cidadania, mantido pela Congregação das Irmas Ursulinas, no Conjunto Santo Ângelo, em Mogi das Cruzes, foi vitima dos ladrões de fios cinco vezes seguidas neste mês.

A série de furtos interrompeu o atendimento a cerca de 115 crianças e adolescentes durante três dias na semana passada, e deu origem a uma campanha para arrecadar recursos financeiros que serão destinados a melhorar o sistem de segurança do espaço.

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Cortes na cerca e o uso de ferramentas para o furto da fiação em espaços que chegaram a ser concretados são comuns durante a ação de marginais que não poupam o endereço usado para receber estudantes no contraturno da escola de bairros daquela região, como o Oropó, Chácara dos Baianos e o Conjunto Santo Angelo.

Além dos prejuízos financeiros, a interrupção do acolhimento diário é o maior desfalque porque, como afirma a irmã Mariana Viana, as crianças e jovens têm atividades socioeducacionais recomendadas por assistentes sociais dos Cras (Centro de Referência de Assistência Social).

"São crianças que vivem em uma condição de vulnerabilidade, algumas, por exposição à violência", destaca, ao contar que os furtos seguidos foram alvo de boletins de ocorrência.

Ladrões usam ferramentar para chegar até sistema de fios na sede de trabalho da Congregação das irmãs Ursulinas (Arquivo Pessoal)

Os ataques à sede social são realizados à noite e finais de semana. Como não há câmeras e outros sistemas de segurança, a ideia, a partir dos recursos arrecadados na "vaquinha" solidária, que busca as doações em dinheiro, é reforçar a segurança do prédio.

A irmã conta que já foram solicitados reforços na passagem de guardas municipais na região. "Porém, como somos um projeto social, sentimos que não há o mesmo atendimento que uma escola ou creche possui", comenta.

Bazares realizados auxiliam na manutenção da alimentação, limpeza e outras despesas com valores acima dos subsídios municipais concedidos por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social.

A irmã afirma que vê os furtos com "tristeza" porque os prejudicados são crianças e adolescentes da própria comunidade. "Sentimos que remamos, remamos, e não saimos do lugar", compara. A insegurança compromete a manutenção do projeto.

Com a falta de energia, até o religamento, o grupo teve de improvisar para não perder os alimentos que estavam na geladeira.

História

Com o fim da parceria, as religiosas passaram a se dedicar apenas a esse projeto social, já existente no passado.

Os furtos, ali, não são tão frequentes. Mecanismos como a manutenção de uma cerca viva, com plantas que oferecem alguma proteção, não tem sido suficiente. "Não pretendemos fechar com muro por  uma questão de segurança também aos assisitdos".

No passado, a Congregação chegou a contratar vigilância pessoal. mas os custos se tornaram inviáveis.

Até esta terça-feira (31), por volta das 12 horas, a vaquinha solidária já havia arrecado cerca de R$ 325,00 dos R$ 12 mil pretendidos.

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