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À ESPERA DE TRANSFERÊNCIA

Após ingerir soda cáustica, Lunna, de 1 ano, está internada no Luzia, em estado grave

Bebê de Mogi fez uma cirurgia na última quinta-feira (11) e aguarda transferência para outra unidade de saúde, especializada em pediatria, para fazer uma endoscopia

Heitor Herruso
16/11/2021 às 18:49.
Atualizado em 17/11/2021 às 17:50

Mãe de Lunna, a manicure Natália Ferreira Alves, de 23 anos, procurou socorro imediatamente e conseguiu a ajuda de um vizinho e de uma equipe policial (Arquivo pessoal - Natália Ferreira Alves)

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À ESPERA DE TRANSFERÊNCIA

Após ingerir soda cáustica, Lunna, de 1 ano, está internada no Luzia, em estado grave

Bebê de Mogi fez uma cirurgia na última quinta-feira (11) e aguarda transferência para outra unidade de saúde, especializada em pediatria, para fazer uma endoscopia

Heitor Herruso
16/11/2021 às 18:49.
Atualizado em 17/11/2021 às 17:50

Mãe de Lunna, a manicure Natália Ferreira Alves, de 23 anos, procurou socorro imediatamente e conseguiu a ajuda de um vizinho e de uma equipe policial (Arquivo pessoal - Natália Ferreira Alves)

Lunna, uma bebê de um ano e três meses, ingeriu soda cáustica por acidente, na última quinta-feira (11). Ela começou a passar mal no mesmo instante, e com a ajuda de policiais, foi socorrida à UPA de Jundiapeba e mais tarde levada ao Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, onde está internada e aguarda transferência para outra unidade de saúde, especializada em pediatria, para fazer uma endoscopia.

Mãe de Lunna, a manicure Natália Ferreira Alves, de 23 anos, que mora em Jundiapeba, diz ter tomado todos os cuidados necessários ao mexer com o produto químico, que estava sendo manipulado para fazer sabão. Mas a menina encontrou, em cima da mesa, o medidor usado para o procedimento. 

“Eu estava em casa, como qualquer outro dia. Tinha acabado de preparar o sabão dela, de soda. Já tinha colocado a mistura do produto dentro o sabão, e a mistura estava bem guardada. Só que o medidor que foi usado e já tinha sido lavado com água, ficou em cima da ponta da mesa. A Lunna, por ser um pouquinho grande, conseguiu alcançar. Foi nessa hora que passou na boca”, conta.

Mesmo que não houvesse muita soda cáustica no objeto, somente “o resíduo de água misturada”, foi o suficiente para que a bebê ficasse mal imediatamente. Afinal, quando ingeridas, essa substância pode queimar todos os tecidos em que toca, desde os lábios até ao estômago, provocando dor e necessitando de cirurgia para ser removida do organismo.

Natália não demorou a sair para procurar ajuda, e conseguiu que um vizinho a levasse até o hospital mais próximo. Mas o quadro se agravou no meio do caminho. “Como ela estava desfalecendo, paramos no DP (Departamento de Polícia), e eles fizeram manobra para desengasgar, só que isso levou um tempinho”.

De lá os policiais levaram Lunna “para UPA de Jundiapeba e depois para o Luzia”, onde a menina passou por uma cirurgia na própria quinta-feira (11), para remover o produto ingerido. O quadro é grave.

“Mas a cada minuto, a cada hora, ela está se recuperando muito bem. Até os médicos disseram que ela está surpreendendo muito. E assim que melhorar vamos ter que fazer endoscopia infantil, só que precisamos dessa vaga em um hospital específico, pediátrico, com UTI e preparação para recebê-la”, conta a mãe da bebê.

Somente com acesso ao WhatsApp, Natália não tem internet para pesquisar o que a equipe médica explica. “Não consigo entender muita coisa”, diz ela, que tem se agarrado à resultado de exames como o de sangue, que está bom, e a frequência cardíaca da filha, que está dentro do esperado. “Ela é super saudável, nunca teve problema nenhum”, afirma.

Lunna já está aguardando uma vaga para transferência no sistema Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), da rede Estadual de saúde. Mas ainda não há prazo para que ela tenha acesso a um centro intensivo, já que além da demora na busca por uma vaga, o quadro dela precisa melhorar um pouco. “Eles me dizem que toda a assistência está sendo prestada para ser transferida tranquila, realizar o exame, retornar e dar alta quando conseguir ir para casa”, finaliza Natália.

Há oito dias, outro acidente envolvendo bebês chocou a cidade: uma criança de apenas um ano morreu após levar choque, em Mogi.

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