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LATROCÍNIO

Acusado de espancar e atear fogo em homem em Biritiba tem prisão preventiva

Vara Criminal determinou a prisão preventiva de acusado do latrocínio de David Xavier dos Anjos; investigação do SHPP apontou "requintes de crueldade"

Fábio PalodettePublicado em 13/10/2021 às 16:04Atualizado há 2 meses
O corpo de David Xavier foi encontrado queimado em um milharal, em Biritba Mirim / Reprodução
O corpo de David Xavier foi encontrado queimado em um milharal, em Biritba Mirim / Reprodução

A 1ª. Vara Criminal de Mogi das Cruzes determinou a prisão preventiva de Humberto Almeida da Silva, que teria confessado ao Serviço de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi o latrocínio, com "requintes de crueldade", cometido contra David Xavier dos Anjos. Trata-se de mais um desdobramento do caso, que teve inicío após o corpo da vítima ter sido encontrada no último dia 2 de maio, em um milharal próximo à represa, na Estrada Takao Gunji, na cidade de Biritiba Mirim. David foi encontrado nu, com lesões no rosto e queimaduras no pescoço. Teve ainda o carro e celular roubado pelo agressor. 

Há cerca de dois meses, Humberto teve a prisão temporária decretada após o pedido feito pelo delegado Rubens José Ângelo - títular do SHPP, baseado nos resultados das investigações e na obtenção de ligações telefônicas que apuravam a autoria do crime. Já nesta semana foi expedido o pedido de prisão preventiva. Assim, o acusado permanecerá preso. 

O caso chamou a atenção e foi classificado pelo próprio SHPP como cruel. "O crime foi praticado contra à vítima David com Requintes  de crueldade, malvadez, demonstrando a frieza e desumanidade de seus algozes", trouxe nota da equipe. 

Segundo investigações do SHPP, Humberto já possuia antecedentes criminais por roubo. 

Relembre

David Xavier dos Anjos tinha 29 anos era porteiro, e segundo apurou a equipe policial, teria parado seu veículo em um comércio, quando o autor do homicídio o rendeu e entrou com ele, no carro.

Familiares contaram a órgãos de imprensa, que ele estava indo guardar o carro na garagem da tia dele, a cerca de 100 metros da casa dos pais. Estava desempregado, mas não tinha inimigos, segundo a família. O crime chocou os moradores daquela região.

Houve a quebra do sigilo telefônico da linha da vítima e do investigado, o que possibilitou apurar que o investigado esteve no local do crime e tentou efetuar ligações em posse do aparelho celular subtraído da vítima.

Humberto praticou o crime sozinho, segundo confessou aos policiais.

Segundo comentou o delegado Rubens na época, após ser detido, no primeiro interrogatório, Humberto "confessa a prática do crime", alegando que o cometeu por "estar com, raova da vítima, matando-a com socos, chutes e joelhadas". Após isso, ele ateou fogo no homem, levou o veículo e um aparelho celular.

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