ECONOMIA

PIB de Mogi teve alta de 141% no período de 10 anos, revela IBGE

O QUE É PIB mensura a riqueza da cidade ao somar todos os bens e serviços gerados em um ano. (Foto: arquivo)

Com R$ 14,4 bilhões, Mogi das Cruzes fechou o ano de 2017 com o maior Produto Interno Bruto (PIB) do Alto Tietê. Os dados foram atualizados e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Apesar de o valor total ser menor do que os R$ 14,5 bilhões alcançados em 2016, o mais novo montante representa um aumento de 141% em relação aos R$ 5,9 bilhões registrados em 2007, há exatos dez anos. A performance pontual de 2017 leva em conta a severidade da crise econômica registrada naquele período quando, por exemplo, a taxa de desemprego no Brasil foi a maior anotada desde 2012

O PIB de um município, estado ou país é o resultado da soma de todos os bens e serviços produzidos nessas unidades administrativas durante um certo período. Estão incluídos itens desde uma bala e um pé de alface, até carros e imóveis. No entanto, o cálculo considera apenas os bens e serviços finais. Isso para que o valor da matéria-prima, por exemplo, não ser computado na sua venda e depois recalculado, como o produto pronto.

O desempenho de Mogi das Cruzes em 2017 representa 0,22% do PIB nacional no mesmo ano. Em 2016 era 0,23%. Houve um recuo da cidade também na avaliação estadual, o percentual da participação mogiana no índice paulista chega a 0,64%, uma faixa menor do que a do ano anterior, que marcou 0,71%.

O crescimento médio do Alto Tietê ficou em 131% na década que terminou em 2017 passando de R$ 21,4 bilhões para R$ 47,9 bilhões. Na avaliação por município, Arujá apresentou o crescimento mais expressivo do PIB da última década. O município saltou de R$ 1,1 bilhão para R$ 5,3 bilhões, o que representa 357% de elevação. Em seguida aparece a cidade de Itaquaquecetuba, com evolução de 211%, com um salto de R$ 2,2 bilhões para R$ 6,9 bilhões.

O Produto Interno Bruno de Santa Isabel cresceu em 170% entre 2007 e 2017, de R$ 500 milhões para R$ 1,3 bilhão. Biritiba Mirim tem o segundo menor índice da região, com R$ 704 milhões também está entre as que mais se desenvolveu nesse quesito, com elevação de 165% na década avaliada. Logo atrás se posiciona Ferraz de Vasconcelos, com elevação de R$ 1,1 bilhão para 2,9 bilhões (152%). Os dois últimos foram Suzano e Poá, com 79 e 41%, respectivamente.

Já os municípios de Guararema e Salesópolis retraíram na década avaliada, em 2,5%. A primeira cidade passou de R$ 975 para R$ 960 mil, enquanto Salesópolis diminuiu o PIB de R$ 201 para R$ 200 milhões.

Quando comparado o PIB apenas entre os períodos de 2016 para 2017, Biritiba Mirim, Mogi e Poá foram as únicas cidades da região que apresentaram retração no PIB. (veja quadro).

De acordo com o estudo o IBGE, em 2017, ¼ do PIB do país vinha de apenas sete municípios e o líder destes era São Paulo (SP) responsável por 10,6% do PIB do Brasil que, nesse ano, chegou a R$ 6,583 trilhões. Já o município com o maior PIB per capita foi Paulínia, também de São Paulo, com o valor de R$ 344.847,17.

Avaliação

O economista Claudio Costa, diretor da Secretaria de Desenvolvimento Social e Econômico de Mogi, afirma que o crescimento do PIB nos últimos 10 anos decorre da verticalização da cidade e do bom momento da construção civil.

Já para o decréscimo de 2016 e 2017 ele atribui à estagnação na instalação de novas indústrias na cidade, o que ele vê como reflexo do âmbito nacional que envolve, principalmente, dois fatores: a estagnação da economia e o não investimento em tecnologia, que reflete na alta do custo do trabalho da indústria no Brasil, resultante no preço final não atrativo. “Mogi ainda vai na cola da economia nacional, mas a gente tem trabalho para atrair novos negócios, com destaque para a área de tecnologia e também para a vinda da Mahindra à cidade. Há ainda uma boa expectativa para o próximo ano, e o agronegócio vai beneficiar as empresas da cidade que dependem dele”, destacou.

PRODUTO INTERNO BRUTO DAS CIDADES DO ALTO TIETÊ
CIDADE 2007 2016 2017 % 10 anos
Arujá 1.161.306 4.829.482 5.311.877 357%
Biritiba 265.577 760.804 704.607 165%
Ferraz 1.184.467 2.802.622 2.989.860 152%
Guararema 975.484 950.944 960.960 -2,50%
Itaquaquecetuba 2.224.749 6.520.878 6.932.298 211%
Mogi das Cruzes 5.991.176 14.562.644 14.470.623 141%
Poá 2.979.409 4.435.625 4.216.622 41%
Salesópolis 201.615 200.322 200.622 -2,50%
Santa Isabel 500.988 1.285.236 1.353.632 170%
Suzano 5.994.719 10.492.192 10.761.082 79%
Total 21.481.497 46.840.749 47.902.183 131%
Fonte: IBGE


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