INFORMAÇÃO

Pardal está de volta para receber denúncias

Aplicativo para celular pode ser usado contra ilegalidades de campanhas

O sistema Pardal, ferramenta de fiscalização e denúncia do cidadão para irregularidades na atual campanha, está de volta ao site da Justiça Eleitoral, devidamente atualizado para estas eleições. Desenvolvido no ano de 2014, o aplicativo é exclusivo para uso em celular e agora, após alguns ajustes, ficou mais funcional, centrando todo o seu foco nos potenciais ilícitos da propaganda eleitoral. Entre as novidades para as eleições municipais de novembro próximo está o link para que denúncias de outras irregularidades eleitorais, que não sejam relativas à propaganda, possam ser encaminhadas diretamente para o site do Ministério Público Eleitoral. Segundo informações, os aperfeiçoamentos também passaram a evitar o uso de dados de terceiros e o envio de denúncias infundadas ou repetitivas. Para se fazer uma denúncia de propaganda irregular via Pardal, o cidadão deve identificar o local e quem fez a peça publicitária. Ou seja, se partido, coligação ou candidato. Em seguida, numa segunda etapa, o denunciante deverá descrever a irregularidade e anexar alguma evidência, como foto, vídeo ou áudio. E, finalmente, o denunciante deverá se identificar, podendo fazer uso da opção de manter o sigilo dos dados pessoais. A denúncia receberá um número de protocolo, por meio do qual o denunciante poderá acompanhar o caso pelo próprio aplicativo ou pelo site do MP Eleitoral. Desde o início do período em que a propaganda eleitoral é permitida, o aplicativo Pardal recebeu, só no Estado de São Paulo, cerca de 1.400 denúncias. Para acessar o aplicativo, o interessado deverá recorrer à loja do próprio celular. O Pardal é gratuito e tem versões para os sistemas operacionais iOS e Android. O sistema já foi usado na cidade, durante as duas mais recentes eleições.

Volta às aulas – 1

Os promotores de Justiça de Mogi, Fernando Pascoal Lupo e Reinaldo Iori Neto, expediram, na última quinta-feira, uma recomendação ao prefeito Marcus Melo (PSDB) para que se revogasse, suspendesse ou deixasse de “tomar qualquer medida tendente a autorizar, no curso do corrente ano, a retomada das atividades educacionais em escolas públicas ou particulares, em quaisquer níveis de ensino”, no município.

Volta às aulas – 2

Segundo os representantes MP com atribuições nas áreas da saúde e da infância, flexibilizar as restrições sanitárias antes de efetivamente implantadas as medidas de reestruturação das unidades escolares “poderá ser motivo de maciça contaminação da comunidade escolar, com evidente repercussão para a saúde pública e para a proteção integral de crianças e adolescentes estudantes.”

Autodefesa

Nas primeiras inserções da propaganda eleitoral no rádio e televisão, o candidato à reeleição Marcus Melo (PSDB) admitiu que errou na questão do IPTU, mas que teve a “humildade de voltar atrás” e corrigir o erro. A autocrítica é também uma forma de buscar anular os efeitos das críticas que fatalmente receberá dos adversários em relação ao tema que muito marcou o início de sua administração.

Em branco

Com Felipe Lintz (PRTB) e Della Torre (PTC) impedidos de participar devido a falta de maior representatividade de seus partidos no Congresso, o primeiro programa de rádio da atual campanha foi marcado por uma abertura silenciosa, já que Miguel Bombeiro (PROS) e Fred Costa (PDT) não utilizaram seus respectivos tempos.Os minutos restantes foram usados por Melo, Caio Cunha (PODE), com um jingle do tipo “chiclete” (que gruda no ouvido) ressaltando o nome e número do candidato, e Rodrigo Valverde (PT), que se apresentou usando um samba como fundo musical. Parecia até que Leci Brandão ou alguma outra sambista apareceria cantando algo sobre o candidato. Mas, pelo menos ontem de manhã, não apareceu.

Frase

Político é um sujeito que convence todo mundo a fazer uma coisa da qual ele não tem a mínima convicção.

Millôr Fernandes (1923-2012), desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, poeta, tradutor e jornalista brasileiro


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