NOVO NORMAL

Pandemia de Covid-19 antecipa tendências em cinco anos

ONLINE Tecnologia se tornou a principal ferramenta para manutenção do trabalho e estudos na crise do novo coronavírus. (Foto: divulgação)

A pandemia de Covid-19 antecipou o futuro, trazendo para 2020 realidades e tendências do mercado de trabalho, consumo, ensino, comportamento, relacionamento, entre outras, que se tornariam realidade apenas daqui a 5 anos ou mais. A situação emergencial fez com que mudanças nas mais diversas áreas fossem aceleradas e a maioria deve permanecer diante dos resultados positivos.

O Diário, por exemplo, inicia uma nova fase com a ampliação da cobertura digital com a oferta de conteúdos de mídia em multiplataformas, porém com a mesma tradição da informação qualificada e de credibilidade que norteia a história da empresa de comunicação que irá completar 63 anos em dezembro próximo. Assim está acontecendo na comunicação, na educação, na indústria, na saúde e etc.

ONLINE Tecnologia se tornou a principal ferramenta para manutenção do trabalho e estudos na crise do novo coronavírus. (Foto: divulgação)

Segundo o especialista em Negócios Digitais e E-commerce, Felipe Martins, fundador da Boigy/Marketing & Tech, a tecnologia se tornou a principal ferramenta para manutenção da rotina de trabalho, estudos, consumo, relacionamento e entretenimento na pandemia. “Mesmo quem ainda apresentava certa resistência, constatou que dá certo e aderiu a este novo comportamento. Grande parte do que foi antecipado pela pandemia em no mínimo cinco anos, na área de tecnologia, ficará porque representou redução de custos e aumento da performance”, explica.

FUTURO Felipe Martins diz que maioria dos novos hábitos será mantida. (Foto: divulgação)

Pesquisas comprovam que a pandemia aumentou o hábito de consumo de internet. O Painel TIC Covid-19, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) aponta aumento no acesso de serviços online, com 49% dos brasileiros conectados no trabalho remoto, 72% em pesquisas na internet sobre saúde, 43% pagando por serviços de filmes pela internet, 66% comprando produtos online – contra 44% em 2018 -, e 46% usando aplicativos de mensagens para mediar compras, sendo que a aquisição de refeições online ou por aplicativos triplicou, passando de 15% há dois anos para 44% em 2020.

Compra online atrai mais consumidores

Uma das principais mudanças no comportamento dos consumidores foi o aumento das compras online. “Pessoas físicas e jurídicas evitaram ir às lojas físicas durante a pandemia, se sentiram obrigadas a comprar pela internet e, na grande maioria dos casos, identificaram que deu certo e continuaram comprando desta forma. Fiz uma pesquisa no meu Instagram e 97% dos meus seguidores responderam que continuarão fazendo compras online após a pandemia”, conta Felipe Martins.

Segundo ele, quem vende também precisou se adequar à nova realidade, investindo nas lojas virtuais. “Aqueles que ainda não tinham comércio online viram a procura aumentar tanto que resolveram montá-lo”, diz, destacando que o mesmo aconteceu com o delivery de alimentos. “Muita gente que gostava de ir a restaurantes, experimentou comprar comida pela internet e também viu que deu certo”, completa.

Home office e reunião remota serão mantidos 

O home office e as videoconferências adotados por muitas empresas desde março devem continuar fazendo parte do sistema de trabalho pós-crise. “Dependendo da área, é possível manter a equipe em casa sem nenhuma perda da qualidade do projeto, principalmente na área de tecnologia. Grandes empresas já anunciaram que permanecerão com o home office, que é um modelo legal de controle, mas ninguém estava preparado para isso agora. Além de ajudar no rendimento do funcionário, ele reduz custos da empresa e dos escritórios montados para centenas de funcionários, que não são mais necessários para 100% da companhia. Isso será repensado, assim como as viagens para reuniões, em que se gastava milhões com passagens aéreas, já que nas conferências online, inclusive mais práticas e rápidas, é possível se resolver tudo”, avalia Felipe Martins.

Educação a distancia tem maior alcance 

As aulas online acompanhadas pelos alunos das redes pública e privada de ensino desde o início da pandemia até hoje também anteciparam a tendência de algumas atividades que podem ser cumpridas de forma remota, sem prejuízo no aprendizado. Nos ensinos técnico e superior, esta realidade deve ser mantida. “Para as crianças menores e no ensino fundamental fica mais complicado prender a atenção dos estudantes durante muitas horas. Mas não há dúvidas de que o ensino a distância, que já vinha crescendo nos últimos anos, continuará em ascensão após a pandemia porque reduz custos, viabiliza o acesso a mais pessoas e trata o aluno de forma individual, tendência da educação mundial para os próximos anos. O modelo de ensino também terá mudanças, com um tratamento mais personalizado do estudante”, aposta Felipe Martins.

Profissional de tecnologia é requisitado 

Estrategistas em comércio eletrônico e outros profissionais da área de tecnologia devem ser os mais requisitados pelo mercado de trabalho nos próximos anos. “Surgiram novas profissões durante a pandemia e como a área de comércio eletrônico cresceu muito, tivemos mais de 170 mil lojas criadas neste período, então, os especialistas nesta área valem mais do que ouro e não há muitos. Também estão valorizados programadores e webdesigners. O mercado mudou. Antigamente, a moça nascia, crescia e tinha o sonho de ser modelo. Hoje, ela sonha em ser digital influencer ou famosa no Instagram e Tik Tok”, enfatiza Felipe Martins.

Ele também destaca que hoje a grande maioria das crianças tem celular, participa de jogos e tem liberdade de criar e colocar em prática a criatividade. “Isso não tem limites. Quando se tem conhecimento da linguagem da tecnologia é possível transformar as ideias em realidade”, frisa.

Família faz reuniões na plataforma Zoom 

Diante do isolamento imposto pela pandemia para evitar a disseminação do novo coronavírus, muitas famílias encontraram na internet, a saída para se comunicarem. Videochamadas e conversas nas redes sociais se tornaram ainda mais comuns, envolvendo até os mais idosos que antes tinham resistência ou dificuldade para lidar com a tecnologia.

ALTERNATIVA Miguel e Joana D’Arc Nagib se comunicam com os familiares diariamente pela Internet. (Foto divulgação)

Na família Nagib, todas as noites, avós, filhos, irmãos, netos, bisnetos, cunhados, tios, sobrinhos e primos se encontram pela plataforma Zoom para uma oração, seguida de bate-papo. “Tenho neto em Nova York, filho e netas em Brasília, bisnetos, mas nesta pandemia, não pudemos nos encontrar. Então, a comunicação é feita através desta reza pela internet, que leva de 20 a 30 minutos, e depois conversamos com as crianças. É uma oportunidade de vê-los e fortalecer o vínculo familiar. Isso está nos ajudando neste momento difícil”, conta Miguel Nagib, 90 anos, que acompanha o encontro virtual com os 3 filhos – Mara, Fred e Miguel -, seis bisnetos, cinco netos e demais familiares, ao lado da mulher, Joana D’Arc Nagib, 77.

O Diário amplia a cobertura digital

Seguindo a tendência mundial que destaca a presença cada vez mais forte dos meios eletrônicos de comunicação na rotina das pessoas, o jornal O Diário fortalece sua atuação nesta nova realidade, apostando na ampliação da cobertura digital e com a oferta de conteúdos de mídia em multiplataformas, além de inovar a edição diária com páginas diagramadas por meio do Flip, moderna ferramenta em que o leitor poderá folhear as páginas pelo computador, tablet ou celular, acessando este site.

A proposta tem como objetivo fazer um jornalismo mais ágil e dinâmico, oferecendo mais informação aos assinantes e novas oportunidades comerciais para o mercado, reforçando o DNA de O Diário de produzir conteúdo com credibilidade e seriedade, independentemente da plataforma.

A nova reestruturação também contempla uma edição impressa de final de semana, a partir do próximo sábado, com novo projeto gráfico, valorizando a análise e opinião, reportagens especiais, o tradicional Caderno A e conteúdos inovadores.


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