MENU
BUSCAR
EDITORIAL

Vivemos o pior da guerra

O DiárioPublicado em 30/03/2021 às 17:22Atualizado em 31/03/2021 às 08:09

O endurecimento das estratégias municipais para o enfrentamento da aceleração dos casos de Covid-19 e a alta de mortes pela doença não está surtindo os efeitos necessários para conter os gravíssimos reflexos na saúde, economia e educação.

Resultado do desgoverno e fracasso da administração do presidente Jair Bolsonaro, o pior momento da pandemia no Brasil está sendo combatido, na verdade, pelos municípios e estados. Essa trama provocada pela falta de unidade nacional no planejamento, execução, comunicação e condução das políticas sanitárias e econômicas, legou aos gestores municipais a difícil tarefa de assumir um país sem norte, sem esperança.

As consequências são desastrosos porque todos os entes passam a falar uma língua. Está sendo assim com a vacinação contra a Covid, que  tem diferentes cartilhas nas cidades de uma mesma região. 

Outro exemplo que clarifica o tamanho desse problema é encontrado na página do Plano SP, do Governo do Estado, onde é possível verificar diariamente os índices de isolamento nos municípios.

Nos primeiros meses do ano passado, o pavor pela morte e a adoção de restrições mais amplas, conseguiram manter o índice calculado pela localização dos telefones celulares da população acima dos 60%. A partir de maio e junho e mesmo, nos primeiros meses deste ano, quando mais o colapso dos hospitais é translúcido, poucas vezes a permanência em casa se manteve acima de 50% nas cidades do Alto Tietê.

Medida mais amarga, porém, adequada, o lockdown enfrenta forte resistência porque não se tem nem mesmo um amparo financeiro adequado a quem está sem trabalhar e/ou sem perspectiva para trabalhar. 

Por outro lado, a não adesão ao isolamento social e o consequente avanço da contaminação e dos óbitos apresentam uma conta medonha: a escolha de quem vai viver ou receber um medicamento em um leito de UTI. É o pior momento dessa guerra. Não há desculpa para as falhas e incompetência dos governos. Porém, eleições logo permitem o escrutínio sobre como agiram prefeitos, governadores e presidente. Também não há desculpa para o comportamento das pessoas que seguem em festas, sem máscaras e cuidados nas ruas. 

Hoje, poucos brasileiros não conhecem uma vítima dessa doença. Quem puder, fique em casa. A velocidade da vacinação é lenta. Isolamento e máscara podem salvar vidas.

ÚLTIMAS DE Opinião