Laerte Silva

Deveria haver limitação de mandatos de um parlamentar, seja no Congresso Nacional, assembleias estaduais ou câmaras municipais. Se há limite no executivo, podendo o político exercer somente dois mandatos sucessivos como prefeito, governador ou presidente, assim também deveria ser no parlamento.

Os contínuos mandatos parlamentares acabam criando figuras políticas que inflam seus egos com o tempo e não raro se acham elementos com poderes que na realidade não têm, a não ser o de capitalizar atenção pela contínua exposição, notoriedade por transitar nos gabinetes políticos e participar de inaugurações para manter a imagem em evidência.

Tanto quanto uma cidade se transforma e as demandas vão surgindo e aumentando, e na mesma linha, a cadeira de prefeito se alterna em ocupantes, isso é desejável nas câmaras municipais. Chega de político profissional que uma vez eleito não quer mais sair da vereança. É preciso questionar, por exemplo, o que de tão extraordinário os vereadores “antigos” fizeram nos seus mandatos para merecer ficar mais tempo. Há vereadores que permanecem nas câmaras e não acrescentam nada em seus atos, por isso é preciso cortar a sucessão de mandatos que acabam, em certas localidades, em conchavos que abrem espaço para a corrupção.

É preciso conter o assistencialismo do voto, uma câmara de vereadores serve para o debate das demandas de uma cidade, fiscalização do poder executivo e discussão de propostas para o bem-estar coletivo, não somente para troca de nomes de ruas e homenagens, razão pela qual a repetição de mandatos não deveria existir sem limites. É preciso renovar o quadro de vereadores, sempre, dando-se oportunidade a novos integrantes.

Laerte Silva é advogado