José Francisco Caseiro

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Os brasileiros ainda enfrentam os impactos da pandemia, o mais recente desafio para o crescimento do País. Anteriormente ao fator Covid-19, todos os setores do Brasil já sofriam com custos e queda de produção, impostos elevados, além de enfrentar outros problemas gerados pela política econômica. Mas após uma série de fatos desanimadores, a indústria apresenta números que dão ânimo para a volta por cima. Um deles vem do setor de veículos, que obteve resultados positivos em relação ao pior da atual crise mundial.

A associação de montadoras, Anfavea, agora estima quedas de 35% na produção, de 31% nas vendas e de 34% nas exportações ante expectativas divulgadas em julho de tombos de 45%, 40% e 53%, respectivamente. Um cenário ainda ruim, porém, menos pior do que o projetado,

Além disso, a demanda por bens industriais no Brasil cresceu 5,9% em agosto, na comparação com julho, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Claro que quando a base de comparação é agosto do ano passado, há uma queda de 7,6%, o que só reforça o muito ainda a se fazer.

Não são notícias fantásticas, mas indicam que o termômetro do setor industrial está voltando a marcar temperaturas agradáveis, apesar das altas marcas dos últimos dias – em plena primavera estamos encarando um período de verão.

Com o aquecimento do comércio, por causa das medidas econômicas adotadas pelo governo, a roda da produção industrial dá indícios de que voltou a girar com um pouco mais de velocidade. E espero que continue assim, sem atropelos e, principalmente, sem novos impostos.

José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê