Até as eleições passadas para deputado, ele era um ilustre desconhecido para boa parte dos políticos da cidade. Por isso mesmo, a surpresa com a sua eleição para deputado estadual pelo PSL, em 2018, com 86.981 votos.

Atualmente, Rodrigo Gambale, 37 anos, busca se impor como político que vem procurando ocupar novos espaços na política regional, com planos de crescer eleitoralmente na busca pela reeleição, ou, como já se comenta, na busca de voos mais altos, como uma possível candidatura a deputado federal, no pleito do próximo ano.

Gambale já não é mais o desconhecido e, ao contrário, transita com desenvoltura entre os vereadores da Câmara de Mogi e também de outras cidades, oferecendo seus préstimos para abrir portas junto ao Governo do Estado e a outros setores de interesse dos políticos da região. 

O parlamentar vem ganhando força principalmente depois de conseguir aquilo que muitos consideravam um feito improvável, ou quase impossível de ser alcançado: com um pouco mais de um ano no cargo, ele conseguiu eleger a desconhecida professora Priscila Conceição Gambale Vieira Matos (PSL) prefeita de Ferraz de Vasconcelos.

A irmã do deputado  alcançou 31.944 votos, ou 37,06% do total do município, deixando para trás nomes conhecidos da política daquela localidade, como o Dr. Rafu e até mesmo José Carlos Fernandes Chacon, o Zé Biruta, que concorreu com ela dispondo de toda a máquina municipal, já que era o prefeito que disputava a reeleição.

Foi a primeira vez que uma mulher chegou à Prefeitura de Ferraz, aos 35 anos, mesmo sem ter disputado qualquer outro cargo político municipal ou estadual.

Os méritos foram todos para o irmão que soube conduzir a campanha, mesmo com pouco tempo de vida política, mas que já lhe valeu também a participação como membro efetivo nas Comissões de Transporte e Comunicação  e de Defesa dos Direitos do Consumidor, assim como suplente da Defesa dos Direitos da Mulher e de Assuntos Metropolitanos e Municipais da Assembleia.

Rodrigo Gambale, aos 14 anos de idade, já era locutor da Rádio Lookal FM, onde permaneceu por mais 15 buscando soluções para questões levantadas pelos ouvintes, enquanto se tornava jornalista profissional.

O filho de tradicional família ferrazense já se tornou motivo de preocupação para políticos tradicionais de Mogi e região. As próximas eleições vão mostrar isso na prática.

Vovô à vista

Em meio a tantas informações desastrosas desses tempos bicudos de pandemia de  Covid-19, o deputado federal mogiano, Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), pôde comemorar, no último domingo, uma notícia mais que excelente: o parlamentar vai se tornar avô, aos 52 anos, e fez questão de dividir com seus seguidores nas redes sociais, com o seguinte post: “A vida sempre surpreende e se renova. Serei avô. E essa é uma das melhores notícias que recebi nos últimos tempos. Meu filho William e minha nora Jovana serão pais de primeira viagem, e eu feliz demais de ser avô. Peço a Deus que proteja muito esta vida que vem vindo, com muita saúde, porque amor esse meu neto já tem”.  O garoto está a caminho.

Prefeito multado

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo condenou o prefeito reeleito de Bertioga, Caio Matheus (PSDB), ao pagamento de multa no valor de R$ 5.320,50 em virtude de propaganda eleitoral indevida nas eleições municipais passadas. Para o relator, desembargador  Paulo Galizia, ficou comprovado que o então candidato à reeleição divulgou obras e serviços públicos da prefeitura em sua página pessoal do Facebook, por meio de uma live e de postagens. Por unanimidade, os demais juízes concluíram pela culpa do político que transgrediu a legislação que proíbe a publicidade institucional durante os três meses que antecedem o pleito. Caio poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.

Saúde da mulher

A Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara de Mogi, integrada por Fernanda Moreno (MDB), Inês Paz (PSOL) e Malu Fernandes (SDD), apresentou projeto de lei para que Mogi distribua absorventes higiênicos reutilizáveis em kits - 5 do tipo padrão e 2 noturnos -, para mulheres que menstruam entre 10 e 50 anos, com renda de até um salário mínimo. Por conta disso, “muitas mulheres acabam usando folhas de jornal, sacolas plásticas, meias ou panos velhos para absorver o sangue, aumentando os ricos de infecção e colocando sua saúde em risco”. Uma pesquisa de 2018 apontou que 22 a cada 100 brasileiras, entre 12 e 14 anos, não têm acesso a absorventes. A proposta já tramita.