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OPINIÃO

Violência silenciosa e cruel contra os idosos

Antenada com o crescimento da população acima dos 60 anos cresce no Brasil, a conscientização sobre os crimes contra os idosos combate realidade atual e prepara o país para o futuro

O Diário
10/06/2022 às 09:56.
Atualizado em 10/06/2022 às 10:14

Duas datas em junho, os dias 15 e 24, são dedicadas à conscientização sobre a proteção aos idosos (Divulgação - Pixabay)

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Violência silenciosa e cruel contra os idosos

Antenada com o crescimento da população acima dos 60 anos cresce no Brasil, a conscientização sobre os crimes contra os idosos combate realidade atual e prepara o país para o futuro

O Diário
10/06/2022 às 09:56.
Atualizado em 10/06/2022 às 10:14

Duas datas em junho, os dias 15 e 24, são dedicadas à conscientização sobre a proteção aos idosos (Divulgação - Pixabay)

Um crescimento constante e acelerado na composição etária dos brasileiros tem sido registrado por institutos de pesquisa, e a percepção popular reafirma: o Brasil será mais idoso do que jovem no futuro, o que exigirá drásticas mudanças na condução das políticas públicas e no posicionamento da sociedade sobre a maneira como serão tratados os que passaram dos 60, 70 anos.

Um desses estudos, conduzido pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, comparou dados a partir de 2010 e projeta a realidade para 2100. Segundo os pesquisadores, enquanto em 2010, a população dos maiores de 60 anos representava 7% do total de habitantes do país, daqui a 80 anos, essa parcela será de 60 milhões de idosos, conferindo uma alta de 40% nesse recorte etário. Já a faixa dos que têm até 15 anos encurtará e será composta por 7,3% contra os 24,7% alcançados em 2010.

Esses dados valem ser lembrados nesta semana, quando entidades, como o Sesc São Paulo, e conselhos municipais do Idoso, dedicam atenção a uma crueldade sem limite praticada há tempos, na maior parte das vezes por familiares - filhos, netos, sobrinhos e cuidadores, contra os maiores de 60 anos.

Crimes dentro de casa costumam ser favorecidos pelo silêncio da vítima e de testemunhas. Essa prática quintuplicou durante a pandemia e já vinha preocupando autoridades como Juraci Fernandes de Almeida, conselheira do Idoso em Mogi das Cruzes e estudiosa dessa causa.

Durante a pandemia, previu (e acertou) Juraci, as denúncias poderiam aumentar dentro de quatro paredes.

A conscientização sobre esses crimes - que partem de ameaças morais às agressões físicas, privações, estelionato e até homicídios - faz parte de um ciclo de eventos preparados por entidades que dedicam os dias 15 e 24 de junho à conscientização sobre a proteção aos idosos.

Há uma outra violência a ser enfrentada: a institucional, praticada pelos governos, que não priorizam o acesso aos serviços públicos e nem ofertam as necessidades básicas dessa parcela da população (saúde, alimentação, rede de acolhimento aos incapazes ou abandonados pela família, vagas em centros de moradia para os impossibilitados de viverem só, e por aí vai).

O Sesc São Paulo realiza atividades anuais sobre o  envelhecimento e a longevidade, por meio do Trabalho Social com Idosos - TSI.

Mogi das Cruzes possui agora uma unidade do Sesc, no Socorro, e mantém boa parte da agenda  ordinária voltada a esse público.

Nesta sexta-feira (10), às 19h20, em parceria com o grupo Fio da Meada, a reflexão sobre o tema estará nos textos, músicas e encenações preparadas para falar às pessoas sobre as "frequentes situações de descaso de famílias, órgãos públicos e instituições, em relação ao bem-estar das pessoas idosas".

“Dedicado ao bem-estar e à qualidade de vida da sociedade, o Sesc tem em sua ação socioeducativa um terreno de fomento ao protagonismo de distintos grupos etários, além do estímulo à socialização” afirma Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo.

“Nesse espectro, o Trabalho Social com Idosos se dedica a iniciativas que alertam para a importância do envelhecimento e da longevidade, para os impasses gerados por estereótipos, contribuindo com o terreno das relações sublinhadas por respeito e alteridade”, completa.

Divulgar como auxiliar um idoso que enfrenta a violência ou a violação de direitos é uma das metas destas duas datas alusivas à violência contra quem muito já fez por suas famílias e a sociedade.

Um dos telefones para denúncias é o Disque 100.

Esse serviço mostrou, segundo destaca o Sesc ao apresentar o projeto, que durante a pandemia, a violência contra pessoas idosas quintuplicou.

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