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EDITORIAL

Uma nova primavera

O artista volta ao trabalho presencial e um grande número de profissionais é recontratado. Isso gera renda, emprego direto e indireto, além de impostos

O DiárioPublicado em 25/10/2021 às 19:30Atualizado há 1 mês

Logo na sequência dos primeiros bares, restaurantes., pizzarias, teatros e  outros locais reabertos com a flexibilização do Plano São Paulo, pioneiros empreendedores da noite mogiana começam a anunciar a inauguração de endereços que já estão nascendo com mudanças arquitetônicas projetadas - mesas em calçadas, jardim interno e áreas a céu aberto. Tudo dentro de um modelo cênico qie facilite a convivência em ambientes públicos no presente e no futuro próximo.

Já há músicos que aposentaram as lives e estão de volta aos palcos dessas casas que unem um negócio no ramo de alimentação e lazer, tendo como atrativo a música e outras expressões culturais.

Nascem logotipos para casas e cafés cuidadosamente planejados durante o isolamento, ganha fôlego quem resistiu à pandemia, fechando e abrindo as portas quando dava, e fazendo entregas dos seus pratos; repaginam-se marcas adormecidas mesmo antes da Covid-19.

Esse movimento dos empreendedores alimenta uma economia que muito sentiu desde o ano passado. Apenas para comparação, a Lei Aldir Blanc conseguiu ancorar 740 projetos em Mogi das Cruzes e deu fôlego não apenas a artistas e cantores, mas  a produtores e outros trabalhadores desse engenho.

Com a volta desses espaços, abre-se potente leque de empregos da uma cadeia construída por cozinheiros, atendentes, caixas, garçons, ajudantes, seguranças e outros trabalhadores de retaguarda.

Mais ainda: dá uma sensação de se viver uma nova primavera, um quê de recomeço alimentada pelas experiências sombrias marcadas por tantos meses de isolamento e perdas. 

A cultura, a arte e todo o campo do entretenimento foram extremamente criativos durante a pandemia. Sem dúvida, a classe artística migrou para as redes sociais com o chapéu na mão e o número do PIX ao lado. E muitos se sustentaram. Porém, os trabalhaores da coxia não tiverem esse mesmo recurso.

Interessa o sucesso desse setor, desde que as condições sanitárias permitam, os cuidados sejam realmente tomados e as doses da vacina sigam avançando.

Não apenas o artista volta ao mercado de trabalho, mas milhares de empregos diretos e indiretos fechados em um setor com pouco cobertor social poderão serão recompostos. Isso gera renda familiar e impostos. 

Após a gripe espanhola, o mundo das artes, em especial, viveu tempos incríveis com a descoberta de talentos, modelos estéticos e etc. Cravar algo semelhantes é atirar no escuro. 

Os tempos não se compararam, embora o homem seja o mesmo de sempre. O estímulo à uma nova normalidade dado por quem está de olho no futuro já está valendo e muito.

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