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EDITORIAL

Um trânsito mortal

Aumento das vítimas fatais em acidentes nas ruas e estradas mantém a mobilidade como foco de preocupação e Mogi como um lugar inseguro para se viver, trabalhar, sair de casa

O Diário
28/09/2022 às 16:36.
Atualizado em 28/09/2022 às 18:39

Acidentes assustam moradores e estão a exigir maior fiscalização e a conscientização de pedestres e condutores (Divulgação - Adalberto Santana)

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Um trânsito mortal

Aumento das vítimas fatais em acidentes nas ruas e estradas mantém a mobilidade como foco de preocupação e Mogi como um lugar inseguro para se viver, trabalhar, sair de casa

O Diário
28/09/2022 às 16:36.
Atualizado em 28/09/2022 às 18:39

Acidentes assustam moradores e estão a exigir maior fiscalização e a conscientização de pedestres e condutores (Divulgação - Adalberto Santana)

Os números mais recentes sobre a violência do trânsito confirmam o temor de moradores e lideranças que costumam recorrer a atos públicos - como os realizados por ciclistas, redes sociais e a este jornal para cobrar satisfações do poder público e a conscientização de todos - pedestres e condutores de veículos.

Reportagem de O Diário publicada nesta quarta-feira (28) alerta para alta do total de vítimas fatais em colisões e atropelamentos e exige dedicação e análise de pormenores como o fato de a maior parte dos que morreram entre janeiro e agosto ter entre 18 e 24 anos - ou seja, o trânsito de Mogi está matando nossos jovens.

Assustam os registros entre janeiro a agosto deste ano e de 2021 - já foram 42 vidas perdidas em 2022 ante 38, no mesmo período  do ano passado, quando, em tese, a pandemia e a redução da movimentação das pessoas poderiam ter determinado uma redução das mortes e das sequelas desse conflito urbano criado pela impunidade, imperícia e desrespeito às regras de trânsito. 

E, como mostramos também nesta semana, pontos onde os acidentes andam tirando a paz de trabalhadores e moradores, como a Estrada Taboão do Parateí, no distrito industrial de Mogi das Cruzes, pressionam os órgãos a tomarem medidas mais firmes para ampliar a segurança.

No Taboão, em um mesmo trecho, já foram no acidentes no período de um ano.

A atualização dos registros do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga) traz apelos dramáticos.

Quem mais morreu no trânsito mogiano foram jovens com idades entre 18 e 24 anos, com 11 óbitos, seguido de 7 mortes de moradores com 25 e 29 anos, duas vítimas tinham 30 e 34 anos e outra era menor de idade. O restante das mortes foi entre pessoas maiores de 35 anos até depois dos 80 anos.

A motocicleta é o meio de locomoção mais arriscado - entre os 42 casos com vítimas que não resistiram à violência dos acidentes, 16 estavam neste meio de locomoção. Depois, quem mais perdeu nessa guerra urbana foram pedestres (9 pessoas) e os demais se dividiram entre ocupantes de automóveis (8) e bicicleta (6). Em três dos casos, o Infosiga não obteve essa informação.

A localização das ocorrências mais graves teve pouca diferença entre vias públicas (42,86%) e rodovias (40,48%), porém, nesse quesito, a falta de identificação sobre origem dos registros em 16,67% dos dados deixa suspensa a pergunta sobre onde o mogiano corre mais risco - se quando está em ruas e avenidas ou nas rodovias que interligam o município.

Essas análises precisam servir de gatilho para um exercício de mudanças, consciência e sensibilização dos gestores públicos - o que tem sido feito não está surtindo o resultado que a cidade espera, ou seja, a redução dos casos, o cumprimento da legislação e a educação no trânsito. Uma cidade onde a morte está sempre à espreita, esperando o cidadão sair de casa ou pegar uma estrada não dá bom exemplo de proteção à vida e nem de mobilidade segura e pacífica.

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