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EDITORIAL

Um relógio díficil de driblar

Mogi espera o início da execução de obras públicas que já têm dinheiro garantido, enquanto sofre com os dramas do crescimento desordenado, como trânsito lento

O Diário
11/06/2022 às 08:51.
Atualizado em 11/06/2022 às 08:51

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EDITORIAL

Um relógio díficil de driblar

Mogi espera o início da execução de obras públicas que já têm dinheiro garantido, enquanto sofre com os dramas do crescimento desordenado, como trânsito lento

O Diário
11/06/2022 às 08:51.
Atualizado em 11/06/2022 às 08:51

A cobrança do cidadão sobre os gastos públicos e o planejamento da cidade e a curiosidade sobre o que está sendo maquinado para resolver os dramas de todos os dias fazem crescer o olho diante das possibilidades atracadas à correção de danos e patologias próprias do crescimento urbano desordenado e os reflexos das intervenções prometidas e que afetarão o desenvolvimento de regiões agora inexpressivas ou inabitadas, a geração de empregos e negócios, além da valorização do mobiliário particular e municipal.

Obras surgem para servir o cidadão. Impossível, até aqui, pelo menos, é conectar a demorada espera às necessidades da Mogi que mais flerta com o inchaço do que com a expansão sustentável e apta a frear as dores desse processo.

No caso do programa Viva Mogi, que já tem assegurado o dinheiro em caixa para um conjunto de projetos de interesse da região entre o Nova Mogilar e César de Souza, a pressão sobre o que será feito começa pelo morador mais afetado pelo estrangulamento do trânsito, por exemplo - um sintoma flagrante do divórcio entre a execução e a entrega de um serviço público desse porte, de grande impacto na vida das pessoas.

Meia hora perdida no trânsito para quem já tem a noção do quão rápido passa a vida vira dilema existencial. Por isso, as reclamações de tantas vozes.

Os reflexos da lentidão do trânsito afetam o todo: a saúde das pessoas, a economia municipal, o nível de estresse diário de quem vive na cidade que, para alguns, já passou do meio milhão de habitantes e o Censo Populacional ainda não credita, e a popularidade do prefeito e dos vereadores da vez.

 Desde as primeiras notícias sobre a busca da Prefeitura pelo investimento internacional recorde, de R$ 350 milhões, o desembaraço das etapas, como a decisão sobre o que será feito e o caminho percorrido a partir dos projetos básicos e executivos, licenciamentos e licitações, já se passaram mais de quatro anos.

Uns dirão é muito tempo. Outros se lembrarão que nem o anel viário, projetado há mais de 40 anos, saiu da gaveta. 

Tudo depende de quem olha. Argumentos existem. Mas, há um relógio impossível de driblar - o descumprimento de determinadas promessas. Uma que está nesse lugar incerto é o andamento da eliminação da rotatória da Praça Kazuo Kimura. Entende-se que obras maiores como o viaduto em César de Souza levam mais tempo. Inclusive, agora mesmo, os recursos na licitação pública do Corredor Nordeste não deixam mentir. São processos que exigem acerto até para evitar dor de cabeça e perda do dinheiro público no amanhã.
Porém, tensiona a morosidade em se abrir o curto trecho de via que está sendo aberta na região da avenida Yoshiteru Onishi. Ou a demora para se iniciar o Parque Airton Nogueira, que desde 2020 teve o prazo de execução iniciado.

De outro lado, a envergadura das intervenções, com a criação de vias, viaduto, parques, saneamento básico, correção de córregos, indicam que a resposta está a caminho. Menos mal.

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