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OPINIÃO

Um consumidor fiel ao comércio mogiano

Duas notícias que mais chamaram a atenção na última semana estão ligadas à abertura e ao fechamento de estabelecimentos tocados por famílias mogianas

O Diário
13/06/2022 às 10:05.
Atualizado em 13/06/2022 às 18:32

Marilys Magazine fecha, mas antes já havia pavimentado caminho para as vendas online (Reprodução/Google Maps)

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OPINIÃO

Um consumidor fiel ao comércio mogiano

Duas notícias que mais chamaram a atenção na última semana estão ligadas à abertura e ao fechamento de estabelecimentos tocados por famílias mogianas

O Diário
13/06/2022 às 10:05.
Atualizado em 13/06/2022 às 18:32

Marilys Magazine fecha, mas antes já havia pavimentado caminho para as vendas online (Reprodução/Google Maps)

O interesse do leitor de O Diário por duas notícias da última semana, a abertura de mais um endereço da família Alabarce, que possui super e hipermercado em Mogi das Cruzes, e a última semana de vendas presenciais da Marilys, na rua Dr. Paulo Frontin, onde funcionou durante quase 40 anos como comércio de moda infantil e adulto, masculina e feminina, ratifica uma das qualidades do perfil do consumidor mogiano, a fidelidade a marcas nascidas na própria cidade, dentro de um segmento em transição, o do comércio varejista.

Nos comentários sobre a noticia da decisão dos proprietários da Marilys, Hiro e Roseli Cardoso de Almeida, de baixar em definitivo as portas do prédio  alugado onde o comércio foi aberto há 36 anos, muitas pessoas contaram histórias pessoais e familiares e lamentaram a perda de mais um nome tradicional da Paulo Frontin.

Os comerciantes falam de um fim de ciclo e do propósito de continuar com as vendas online, um processo de mudança que já vinha sendo feito por eles há mais de um ano.

Outros estabelecimentos fecharam ao longo da pandemia, na região central, como uma das unidades da Americanas (na avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco), porém, outras lojas presenciais - a despeito do avanço da compra pela internet, são abertas.

Esse ciclo de abertura e fechamento de comércios mudou na pandemia, muito embora, antes desse período, a taxa de mortalidade de empresas já preocupasse de entidades ligadas ao empreendedorismo.

Inexperiência, ausência de gestão e conhecimento do ramo escolhido estão por detrás da longevidade dos negócios. Em 2020, uma ampla pesquisa do Sebrae, mostrou que a taxa de fechamento de MEIS atingia 29% das inscrições abertas, em menos de 5 anos. Já o índice entre as microempresas era de 21,6%, após 5 anos, e as de pequeno porte, 17%.

Já a chegada do Alabarce na Vila Moraes, às margens da Vila Moraes, gera expectativa pelo desbravamento de uma região que não possui alternativa semelhante e é apontada como um dos vetores do crescimento na região dos mutos bairros de Braz Cubas ainda inabitados.

Concorre para essa aposta o fatiamento de grandes propriedades em loteamento que começam a ser comercializados e obras viárias estruturantes,  como as previstas na segunda etapa do programa Viva Mogi para se concluir o anel viário que hoje termina a alguns metros antes da nova construção.

Uma das definições sobre esse movimento no comércio foi dada, a este jornal, pelo presidente do Sindicato do Comerciários de Mogi das Cruzes, o veteranos sindicalista Jair Mafra.  Na semana passada, em entrevista, ele disse logo após o bravo impacto da pandemia, em 2020, quando mais de 6 mil postos foram fechados na cidade, de acordo com algumas pesquisas, o potencial de consumo da cidade não fez paralisou o setor. Segundo ele, "o chão de loja" sofreu, mas não parou.

Isso reforça, sobretudo, a importância da atuação de entidades, como Sebrae, no acolhimento de quem está investindo seus recursos financeiros em um negócio comercial para o sonho do empreendimento não se transforme em pesadelo e prejuízos algum tempo depois.

Nesse quesito, o exemplo da Marilys é preciso: antes de fechar do empreendimento que chegou a ter quatro endereços na mesma Paulo Frontin e 75 funcionários, já havia migrado e experimentado as vendas online.

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