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EDITORIAL

Roubos em alta, respostas em baixa

Ritmo da violência segue acelerado com alta considerável de registros como os roubos, que subiram 46% na comparação entre maio de junho em Mogi das Cruzes

O Diário
27/07/2022 às 12:40.
Atualizado em 27/07/2022 às 17:18

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EDITORIAL

Roubos em alta, respostas em baixa

Ritmo da violência segue acelerado com alta considerável de registros como os roubos, que subiram 46% na comparação entre maio de junho em Mogi das Cruzes

O Diário
27/07/2022 às 12:40.
Atualizado em 27/07/2022 às 17:18

Tipo de crime considerado como um pontual e abalizado indicador do nível de insegurança de um lugar ou cidade, os roubos cresceram 46% em Mogi das Cruzes, na mais recente pesquisa sobre os registros oficiais de ocorrências consolidada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. Os dados são referentes a junho, quando quase 4 pessoas por dia (3.8) foram alvo de ladrões que usaram de violência para ter sucesso na abordagem às vítimas.

Em diagnósticos sobre a segurança pública, os roubos atestam a vulnerabilidade do cidadão no ambiente urbano. Dentro ou a caminho de residência ou estabelecimento comercial ou industrial, ele se torna presa de indivíduos ou grupos criminosos que se valem de grave ameaça ou de violência para subtrair bens materiais. 

Por dia, em média, mais de três mogianos relataram terem sido de vítimas de roubos em junho, somando 114 boletins de ocorrências sobre esse motivo, diante de 78 em maio.

O total de ocorrências somadas no período também cresceu, mas em percentual menor: 5,7%, partindo de 789 notificações em maio, para 834 no último mês.Também subiu um dos piores indicadores, o de homicídios dolosos: foram três em junho, depois de registrar apenas um em maio.

Houve, felizmente, queda ou a manutenção do mesmo padrão em tipos de violência como as lesões corporais dolosas geral e por acidente de trânsito, assim como nos casos de estupros, com queda de 12 para 8 denúncias entre os dois últimos meses.

De um modo geral, no entanto, quando somados os BOs e destacado o fato de uma parte dos crimes não ser registrado formalmente em uma delegacia, a cidade segue com uma realidade preocupante.

O cenário não admite ilusão. A volta das atividades sociais, neste período ainda ditado pela pandemia, revela falhas nas políticas de segurança pública - perigosa e desafortunadamente distantes dos holofotes dos gestores em cargo e políticos, mesmo em um período como esse, de véspera de eleições. Aliás, muitos políticos evitam o tema porque sabem que a população clama por mais segurança.

Casos registrados nas últimas semanas, como as invasões e prejuízos em comércios e creches da cidade, demoram a instigar respostas mais assertivas de lideranças e articuladores das políticas de segurança pública para o combate do que deprecia a qualidade de vida da cidade e amplia o medo e a apreensão das pessoas que não se sentem protegidas em lugar algum - e, isso, vale tanto para zonas que, tradicionalmente, por estarem mais próximas do olhar e as sedes dos poderes executivo, legislativo e judiciário, como o Centro e o Shangai, contam com mais policiamento e a presença da Guarda Municipal, quanto para áreas com melhores ferramentas para a proteção do patrimônio privado, como Vila Oliveira e Socorro, como os demais bairros espalhados pela periferia da cidade.

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