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TURISMO

Rotas da Luz e Imperial: sucesso depende da infraestrutura e zelo dos governos

Aposta para a geração de emprego e renda e a oferta de opções de turismo mais baratas e ao ar livre, esses caminhos precisam de cuidados contantes para atrair o peregrino ou ciclista

O Diário Publicado em 28/09/2021 às 07:04Atualizado há 29 dias
A Rota da Luz foi criada pelo Governo do Estado como uma alternativa mais segurança para peregrinos / Eisner Soares
A Rota da Luz foi criada pelo Governo do Estado como uma alternativa mais segurança para peregrinos / Eisner Soares

Nas próximas semanas, a Rota da Luz receberá um incremento no número de visitantes que desde meados deste ano voltaram a colocar o pé e a bicicleta na estrada após interregno de mais de um ano. 

Com apenas cinco anos, o caminho entre Mogi e o Santuário de Nossa Senhora Aparecida se fortalece muito pela propaganda entre visitantes e articulação de grupos de peregrinos e de ciclistas, responsáveis por oferecer certo suporte aos uuarios por meio de entidades como a Amigos da Rota da Sol, a quem se deve uma série de cuidados que os governos municipais e do estado deveriam prover.

São pecadilhos como a falta de sinalização do caminho que nem possui mais, em Mogi, o portal que marcava simbolicamente o ponto inicial nas proximidades do Parque Centenário.

Mais segura do que a via-crucis pela rodovia Presidente Dutra, a Rota do Luz ainda carece de amadurecimento.

Na pandemia, mesmo com a redução dos visitantes e uma certa desarticulação de pousadas e pontos de apoio, os devotos de raiz não deixaram o caminho.

Isso confirma a força do turismo religioso e de aventura. A “ressaca” da Covid, após tanto tempo sem segurança para as viagens,  e uma outra particularidade desse estilo: a possibilidade de se percorrer os trajetos ao ar livre e, por isso, pouco mais blindado de uma contaminação do que em um ônibius ou avião, podem tornar esse tipo de aposta turística mais concorrida e interessante para o turista e o empreendedor, o gerador de trabalho.

Mesmo o peregrino que espera o ano todo para ir até Aparecida do Norte e se “encontrar” com a padroeira do Brasil, leva em conta facilidades para encontrar pouso e comida. 

Há de se considerar um outro fato que conta no poderio de atração do turista. esses caminhos são passeios mais baratos e populares, o que fomenta a oferta de entretenimento, cultura e lazer à população.

O que ocorre com esse roteiropode garantir o sucesso da Rota do Imperador, anunciada pela prefeitura mogiana e que deverá ser algo maior porque pretende abarcar Guararema, Suzano, Poá, e Itaquá; e da Rota do Sal, entre Mogi e a região do ABC.

Essa aposta, embora plausível e temperada por tendência, dependerá da atuação do gestor público, do Governo do Estado. Essas rotas serão fonte de renda e emprego para localidades afetadas pelo desemprego. Esse fenômeno de peregrinação se fortalece no boca a boca, nas redes sociais. Para caírem no esquecimento, basta não atenderem  mais ao que o turista espera.

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