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EDITORIAL

Praça dos Enfartados

Fiscalizações, garante a gestão municipal, são feitas. Algumas, dão resultado. Mas não a ponto de inibir o desrespeito a leis, como a do Plano São Paulo

O DiárioPublicado em 31/08/2021 às 07:15Atualizado há 28 dias

A Praça Francisca Cardoso Mello Freire, a Praça dos Enfartados, é termômetro sobre a força com que o vandalismo e o desrespeito à ordem e leis  como a do Silêncio e do Pancadão, podem imprimir no cotidiano da cidade no presente e no futuro, quando se espera uma desidratação ainda maior das regras de combate ao coronavírus e a volta à vida social do pós-pandemia.

A falta de civilidade e respeito ao  outro e ao patrimônio público e privado é problema antigo. Ali mesmo, quantas vezes esse mesmo assunto foi retratado por este jornal.

Nesse local, há algumas semanas, reportagens, fotografias e imagens mostram as aglomerações nas noites do final de semana, e os resultados delas nas manhãs de sábado e domingo, com a garrafas, copos e outras coisas espalhadas e depredadas.. Os pancadões e aglomerações estão no centro e periferia.

Essa desordem reflete as dificuldades que o poder público enfrenta para fiscalizar todos esses pontos, no mesmo horário. Balanços da Prefeitura de Mogi mostram consistente número de queixas desde 2020.

Fiscalizações, garante a administração, são feitas. Algumas dão resultado. Mas não a ponto de inibir o desrespeito às legislações, caso do Plano São Paulo. Os poderes Executivo e Legislativo devem responder essa demanda. Inclusive, porque essa  não será a última pandemia no mundo. Essa crise testa as cidades, estados, países.

Contribuem para esse quadro os braços curtos da fiscalização em todo o território (isso inclui as forças de segurança do município e estado), as brandas multas às infrações, e a falta de conscientização e civilidade de uma parte da população.

A impunidade persevera quando há facilidade para burlar a ordem pública. Não se trata de lançar bandeira contra o jovem e quem quer frequentar as praças. Elas servem ao povo, porém, vivem debaixo do guarda-chuva de leis criadas para prover bem-estar e a convivência entre todos. 

Conter as depredações, melhorar a limpeza dessas áreas após as festas semanais, conscientizar e dotar a cidade de políticas e diálogo com os mais jovens são temas interligados. Eles merecem ser tratados com mais empenho pelos vereadores que têm se preocupado tanto com segurança pessoal no interior da Câmara e se esquecem dos problemas que afligem a população. 

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