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OPINIÃO

Perigo e os riscos às crianças estão dentro de casa

Queimadura, sufocamento e intoxicação são as maiores causas de internação infantil no Brasil

O Diário Publicado em 10/11/2021 às 17:21Atualizado há 19 dias
As crianças são vulneráveis aos acidentes que acontecem dentro de casa / Divulgação
As crianças são vulneráveis aos acidentes que acontecem dentro de casa / Divulgação

Entre as principais causas da mortalidade de crianças brasileiras de zero a 14 anos estão os acidentes de trânsito, afogamento e sufocamento. Já o que mais leva essa parcela de brasileiros aos hospitais são as quedas, queimaduras e intoxicações, além do manejo com armas de fogo.

Conhecer, divulgar e conscientizar a população sobre a origem dos acidentes que podem matar ou deixar sequelas durante toda a vida é a melhor maniera para proteger uma parcela populacional vulnerável por natureza. 

É natural, na criança e até no adolescente a curiosidade, ingenuidade e o desconhecimento sobre os limites do corpo E não há o que discutir que a esmagadora maioria dos pais sempre busca fazer a coisa certa para protger os filhos..

Aliás, diante da morte de uma menina antes mesmo dos 2 anos após sofrer uma descarta elétrica, no Distrito de Braz Cubas, cabe o respeito e o silêncio à dor da família e de uma tragédia pessoal tão dolorida.  

Porém, esse registro nos leva a exercer uma das grandes missões da imprensa e do jornalismo brasileiro: o compromisso social com a defesa da vida dos mais indefesos, onde estão as crianças, mulheres, idosos, e etc.

Crianças de um a quatro anos são as mais expostas às queimaduras e quedas fatais ou prejudiciais ao desenvolvimento futuro. Em ambos os casos, os tratamentos são traumáticos, mas as queimaduras são objeto de intervenções e internações longas e com sequelas físicas e emocionais distintas e outras ligadas à saúde infantil. Mesmo, com os avanços da medicina.

 Ampliar os programas de prevenção é obrigação do estado, da sociedade e da indústria dos componentes perigosos para o público infantil.

Entidades nacionais de setores como o elétrico e organizações não-governamentais mantêm campanhas e sites com informações atualizadas sobre esse tipo de acidente.

Mas, esse assunto, diante de tantas urgências outras, acaba sendo relegado a segundo plano.

É por meio desses recursos que ficamos sabendo, por exemplo, que em 2019, 21.023 crianças foram vítimas de queimaduras. Ao dado anterior à pandemia, somou-se outros alertas lançados durante a crise sanitária quando especialistas e pediatras observaram um aumento de registros porque a população passou mais tempo dentro de casa, onde a maior parte das ocorrências acontece.

Entre os cuidados além da vigilância, sobretudo dos mais novos que começam a decobrir o mundo, está a adoção de medidas que evitem o contato com fios e outros objetos sujeitos a falhas e descartas elétricas.

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