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EDITORIAL

Para além do clima de Natal

Iluminação, ainda que tardia, e apresentações de corais entregaram ao morador de Mogi a atmosfera da data familiar

O Diário
23/12/2022 às 16:47.
Atualizado em 23/12/2022 às 16:47

Guararema voltou a capitalizar a atenção dos moradores e visitantes com a decoração de Natal; Mogi tem prédios e casas decoradas (Foto: divulgação / PMG)

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EDITORIAL

Para além do clima de Natal

Iluminação, ainda que tardia, e apresentações de corais entregaram ao morador de Mogi a atmosfera da data familiar

O Diário
23/12/2022 às 16:47.
Atualizado em 23/12/2022 às 16:47

Guararema voltou a capitalizar a atenção dos moradores e visitantes com a decoração de Natal; Mogi tem prédios e casas decoradas (Foto: divulgação / PMG)

Mesmo com o acender as luzes quase na reta final da véspera do Natal, Mogi das Cruzes conseguiu entregar ao morador da cidade o clima de uma época lúdica e inspiradora que, sim, possui elementos que maculam a lembrança da data, a chegada de Jesus Cristo à vida, mais de dois mil anos atrás. Entre esses componentes estão o comércio, o consumo desenfreado e o acirramento da desigualdade social quando os itens da ceia estão até 10% mais caros do que em 2021 e muitos perdem seus barracos e bens para as enchentes em muitos pontos do país e do município.
Mogi das Cruzes não rivalida com Guararema, a cidade-natal, porém,  a iluminação em um bom conjunto de prédios públicos e particulares e um calendário que começou cedo, com a caravana da Coca-Cola e seguiu com  os corais e agendas simbólicas conferiram a Mogi das Cruzes o clima do Natal, uma atmosfera capaz de encantar e unir gerações de diferentes idades e classes sociais.
No encerramento de um pesado ciclo pandêmico e ainda debaixo dos efeitos a serem tratados como o empobrecimento de parcela que beira aos 40% das famílias  na cidade e complicadores como o desemprego e  o analfabetismo funcional, o período de confraternizações corre um pouco mais saborizado pela esperança, superação e um astral mais leve. 
Não cabe ilusão, mas a pandemia se tornou algo mais controlável (até aqui). Ainda exige cautela, óbvio.
As iniciativas dos setores público e privado colaboraram para um certo retorno à normalidade, com a possibilidade de se reviver clássicos apagados pela pandemia como ouvir o Coral do Carmo na igreja centenária ou o canto de amadores e profissionais em momentos culturais e tradicionais em praças, escolas, shoppings, centros de compras, empresas e outros.
Ver o comércio voltando a registrar filas para a compra do último presente - diferente do que se viu nos dois últimos Natais, tem importância porque plasma os resultados da retomada do emprego, da vacinação e do entendimento sobre a Covid. 
 Cabe, aqui, reflexão sobre o real impacto na vida presente e futura de crianças e jovens que, agora, puderam celebrar o encerramento de um ciclo letivo ou dos avós e pais que respiram mais aliviados com a possibilidade de ceiar com os netos e filhos.
A vida vale pelo afeto, a construção de laços, a convivência. Por isso, a cultura, a repetição de tradições familiares e comunitárias e  tempo para realizar tudo isso são um artigo de luxo incomparável e inegociável. Só com o tempo (de novo) - e apenas para os que preservam esses valores humanos, as  memórias construídas em um determinado Natal ou formatura têm peso que vai aquém de conquistas como a compra de um carro que se desvaloriza logo que se dobra a primeira esquina depois da concessionária.   
Cuidar para que a cidade tenha protagonismo em datas anuais como a do Natal permite, como Guararema descobriu, fazer algo maior pela coletividade. Isso dá ao cidadão o sentido de pertencer a um processo social atado à arte, beleza, educação e até ao respeito planeta por meio da reciclagem de materiais. Na realidade, as cidades da região ainda não acordaram para o fenômeno que se desenvolve logo na vizinhança em nome da valorização do território comum escolhido para morar.

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