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EDITORIAL

Os carros na Paulo Frontin

Hoje é um carro parado durante horas na Paulo Frontin. Amanhã, será outro no calçadão da rua Dr. Deodato, onde o comércio de marreteiros já é um problema

O Diário
09/12/2022 às 14:37.
Atualizado em 09/12/2022 às 16:32

Rua Dr. Paulo Frontin, no centro (Carla Olivo)

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EDITORIAL

Os carros na Paulo Frontin

Hoje é um carro parado durante horas na Paulo Frontin. Amanhã, será outro no calçadão da rua Dr. Deodato, onde o comércio de marreteiros já é um problema

O Diário
09/12/2022 às 14:37.
Atualizado em 09/12/2022 às 16:32

Rua Dr. Paulo Frontin, no centro (Carla Olivo)

A Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes afirma que fiscaliza o estacionamento proibido no calçadão da rua Dr. Paulo Frontin, no centro. Quem passa pelo corredor comercial não vê isso. Aliás, comerciantes afirmam que os automóveis permanecem  rotineiramente estacionados nesse polo comercial tradicional, dividindo o espaço com o consumidor. Nos últimos dias, essa situação foi flagrada por fotografias feitas por O Diário. O que está acontecendo na rua Dr. Paulo Frontin lembra outra antiga luta dos pedestres mogianos quando encontram carros parados irregularmente em calçadas da cidade. Muitos motoristas deixam os carros no lugar que deveria ser livre para quem caminha a pé.A fiscalização do trânsito deixa a desejar. No caso da rua Paulo Frontin, o afrouxamento no cumprimento de norma municipal tem outro fator inexplicável porque privilegia alguns poucos motoristas, que param por ali e não pagam taxa alguma. E, isso, mesmo nas manhãs de movimento, como os sábados. Essa situação, importante registrar, vem ocorrendo antes da liberação de 150 vagas para o estacionamento durante as compras de final de ano, medida iniciada na última segunda-feira, 5, e com término previsto para 15 de janeiro, em trechos de outras vias, não na Paulo Frontin, onde essa prática é questionada. O uso das vagas fora do período de carga e descarga na Paulo Frontin vem incomodando pedestres e afrontando parte dos comerciantes que veem na perda do conceito do calçadão, um duro revés no objetivo desse mobiliário - tornar esse polo confortável, diferenciado e seguro para o público. A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes afirma que não há planos para a continuidade da política que transforma vias de grande circulação em calçadões. Também não fala na redução dessa estratégia urbana que dedica atenção ao pedestre.  Os calçadões são intervenção que casam com a métrica de cidade que valoriza a integração social no espaço público dedicado ao comércio, inclusive com a oferta de espaços convidativos para eventos e atos, como ocorre agora mesmo, no Largo do Rosário, que tem recebido centenas de torcedores nos dias de jogos da seleção brasileira. Por mais que nos dois últimos anos, todos os setores da gestão pública tenham sido afetados pelo uso de equipes e recursos no combate à pandemia, o atual momento é outro. Nada justifica a complacência com uns poucos motoristas beneficiados - o mesmo vale para os carros estacionamento irregularmente em calçadas.  Hoje, é um carro na Paulo Frontin. Amanhã será outro na Dr. Deodato - onde, aliás, o comércio irregular feito por marreteiros tira o espaço do consumidor e ainda provoca uma concorrência desleal com o comerciante que paga a alta carga tributária. A impressão que passa é de uma cidade sem lei. Essa imagem não é apenas preocupante, mas prejudicial e injusta com o cidadão que estaciona no lugar correto ou paga o estacionamento particular. Que sejam revistos os meios de fiscalização. Desclassificar o calçadão é um retrocesso na revitalização do centro antigo, um projeto, aliás, parado e merecendo investimentos e a eliminação de pendências, como a solução definitiva para a falta de passagem para pedestre na rua Cabo Diogo Oliver, que segue parando a vida para olhar o trem passar.

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