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VIOLÊNCIA URBANA

O perfil dos crimes na cidade

As estatísticas deveriam ser melhor acompanhadas por lideranças locais para que, junto à Polícia, Secretaria de Segurança Pública, etc., a cidade acertasse mais do que fracassa na proteção do patrimônio pessoal, privado e público

O Diário
28/04/2022 às 05:32.
Atualizado em 28/04/2022 às 11:38

O apelo dos comerciantes a autoridades policiais para dar um basta à insegurança em corredores de lojas e outros negócios ocorreu alguns dias antes da divulgação de mais uma bateria das estatísticas dos registros oficiais de crimes no Estado de São Paulo. Mas, esse fato se reflete no conjunto de dados disponíveis sobre os crimes praticados na cidade.
 Em Mogi das Cruzes, os números dos delitos praticamente se equilibram no decorrer, no mais das vezes,  com destaque, no entanto, para justamente o que a percepção das ruas não erra: No primeiro trimestre, por exemplo, houve aumento de quase 30% nos furtos relatados nas delegacias da cidade.
Foram 1.005 boletins de ocorrência sobre furtos, de janeiro a março deste ano, contra 782 oficializados no mesmo período do ano passado. Já o total de roubos, quando há violência contra a pessoa, recuou 9,6%, passando de 321 para 290.
A cidade segue a mesma tendência estadual com bem-vindo recuo dos crimes mais violentos, os homicídios dolosos e latrocínios. 
Embora sejam recebidas com ressalvas porque, com frequência preocupante e explicável, o cidadão leva um prejuízo financeiro sem procurar a Polícia ou a Justiça, as estatísticas são uma ferramenta para o julgamento sobre os acertos e erros das políticas de segurança pública. Aliás, deveriam ser melhor acompanhadas por lideranças locais para que, junto à Polícia, Secretaria de Segurança Pública, etc., a cidade acertasse mais do que fracassa no uso dos recursos humanos e materiais destinados à proteção do patrimônio pessoal, privado e público. Pesa muito o sentimento de desconfiança e desesperança com o poder público e com a própria Polícia, por vezes, manchada pelos maus profissionais. A instituição, no entanto, não é feita apenas por alguns. Há muita gente de valor nesse ofício.
A falha constatada há pouco, com câmeras sem operação em pontos nevrálgicos, como a região central, fala por si sobre esse desânimo.
Em Mogi, o que imagens e relatos de comerciantes revelam sobre o comportamento dos criminosos nesses tempos: além do furto de celulares e dos delitos relacionados a determinados modelos, como a gangues do PIX, o interesse tem sido por mercadorias e produtos retirados de locais como lojas de celulares, roupas e eletrodomésticos.
Com menos dinheiro em circulação nas mãos das pessoas (a inflação e o desemprego desmontaram o poder de compra de grande parte da população), os olhos das organizações criminosas se voltam para setores específicos, como  as lojas, ou celulares e retiradas por meio do PIX.
Policiamento preventivo e ostensivo, além da constante conscientização das pessoas sobre como evitar os prejuízos em golpes e crimes relacionados ao sistema financeiro, são fórmulas antigas, infelizmente, descontinuadas e esquecidas com uma frequência insuportável.  

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