Entrar
Perfil
OPINIÃO

O lixo no Rio Tietê é reflexo da desordem ambiental

Há décadas, Mogi luta por um calendário de desassoreamento compatível com a necessidade de se preservar a fauna e flora ribeirinha. A cidade não tem sucesso nessa empreitada

O Diário
10/11/2021 às 09:37.
Atualizado em 10/11/2021 às 12:31

Prefeitura afirma que irá providenciar a limpeza de trecho com lixo, ao lado do Parque Centenário (Anderson Prado - DIvulgação)

Olá, quer continuar navegando no site de forma ilimitada?

E ainda ter acesso ao jornal digital flip e contar com outros benefícios, como o Clube Diário?

Já é assinante O Diário Exclusivo?
OPINIÃO

O lixo no Rio Tietê é reflexo da desordem ambiental

Há décadas, Mogi luta por um calendário de desassoreamento compatível com a necessidade de se preservar a fauna e flora ribeirinha. A cidade não tem sucesso nessa empreitada

O Diário
10/11/2021 às 09:37.
Atualizado em 10/11/2021 às 12:31

Prefeitura afirma que irá providenciar a limpeza de trecho com lixo, ao lado do Parque Centenário (Anderson Prado - DIvulgação)

Com um programação de depoluição mais lenta do que a própria correnteza do rio, o Tietê é exemplo acabado da impunidade, imprudência e negligência com o meio ambiente, o clima, a terra.
Ele é tão sujo e mal visto que uma grande quantidade de lixo parece ter sido jogada em um trecho da região central sem qualquer temor e culpa.
Ainda será preciso investigar melhor a origem das garrafas e outros produtos plásticos emaranhados à vegetação existente no leito, nas proximidades do Parque Centenário.
Pela quantidade, pode ser que essa sujeira não seja resultado do lixo individual, jogado por pessoas aleatoriamente nas ruas e levado para ali pela chuva.
Esse lixo pessoal, digamos assim, também encalha em bancos de areia e na vegetação que não é sinal de saúde, longe disso, é sintoma do aumento da poluição.
Seja qual for a origem da sujeira, a depender da lentidão dos governos municipal e estadual para agirem e tratarem desse patrimônio doente, esses flagrantes vão continuar se repetindo.
Aliás, a troca de responsabilidades sobre quem vai retirar essa sujeira pontual, exatamente como aconteceu no passado recente, mas no trecho do Jardim Rodeio, mostra que mudam os gestores, só não muda o péssimo exemplo de descomprometimento com o bem-estar público.
Há décadas, Mogi luta por um calendário de desassoreamento compatível com a necessidade de se preservar a fauna e flora ribeirinha. A cidade não tem sucesso nessa empreitada. Trechos dimunutos são limpos, em processos que levam anos para serem autorizados e realizados. Agora mesmo, se espera uma intervenção rio acima, entre César de Souza e Biritiba Mirim. A área mais centralizada continuará suja. 
Sem avanço potente no programa de despoluição, essas limpezas miúdas não surtem efeito. O Tietê segue imundo, fétido, malquisto pelos vizinhos, distante da população e da sociedade.
Semana passada, cães mortos foram despejados em terreno baldio em Jundiapeba. Agora, aparece esse lixo no rio, ao lado da principal atração turística e de lazer da cidade, o Parque Centenário.
O despejo irregular de detritos e até corpos de animais tornou-se algo banal, impune.
A Prefeitura pede denúncias. É um caminho. Não a solução. O estado falha na educação ambiental e as pessoas falham quando convivem com ataques à natureza sem reagir. Fecha-se um círculo que vira circo quando o presidente Bolsonaro diz inverdades sobre a proteção das florestas brasileiras no fórum mundial sobre as mudanças climáticas. O lixo no rio reflete toda essa desordem.

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conoscoConteúdo de marcaConteúdo de marca
O Diário de Mogi© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por