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EDITORIAL

O egoísmo da CPTM

"A CPTM está sendo extremamente egoísta ao buscar solução para seus problemas sem atentar para as dificuldades que isso causará aos mogianos, seus clientes"

O Diário
22/01/2022 às 07:42.
Atualizado em 22/01/2022 às 07:42

A interrupção total na rua Dr. Deodato aos transeuntes foi anunciada, no final do ano passado (Eisner Soares)

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EDITORIAL

O egoísmo da CPTM

"A CPTM está sendo extremamente egoísta ao buscar solução para seus problemas sem atentar para as dificuldades que isso causará aos mogianos, seus clientes"

O Diário
22/01/2022 às 07:42.
Atualizado em 22/01/2022 às 07:42

A interrupção total na rua Dr. Deodato aos transeuntes foi anunciada, no final do ano passado (Eisner Soares)

O Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes (Sincomércio) está iniciando um movimento pela implantação de uma passarela para pedestres sobre os trilhos da CPTM, no trecho da rua Dr. Deodato Wertheimer que liga o centro da cidade ao bairro do Mogilar. 

A iniciativa se deve à decisão da empresa de proibir definitivamente o tráfego de pedestres naquele local, com o fechamento da passagem de nível ali existente.

A interrupção total da via aos transeuntes foi anunciada, no final do ano passado, para vigorar a partir de 2 de janeiro. 
O motivo alegado pela CPTM é o de sempre: necessidade de reduzir o intervalo entre os trens que servem o trajeto Mogi-Capital e vice-versa.

Por interferência do prefeito Caio Cunha (PODE) e outros representantes da comunidade mogiana, o fechamento foi postergado para o próximo dia 1º de julho. Até lá, o Sincomércio espera definir a construção da passarela visando favorecer as casas comerciais das proximidades, tanto do lado do centro tradicional, como do bairro do Mogilar.
O fechamento da Deodato traz consigo um outro complicador. Quando foi construída a passagem subterrânea do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio, CPTM e Prefeitura não pensaram em uma passagem adequada para os pedestres que circulam pelas proximidades da estação ferroviária central , deixando apenas uma porteira improvisada que se fecha quando o trem passa. A explicação, à época, era de que a passagem da rua Dr. Deodato absorveria a maior parte dos passantes daquela região.

Só que agora, a CPTM quer dar um xeque-mate numa questão que vem sendo negociada com o município há mais de três décadas, como admite a empresa em nota divulgada por este jornal. Mas sem resolver a questão da passagem dos pedestres.

E o mais curioso: durante todo esse tempo, a CPTM veio reduzindo  consideravelmente o  intervalo médio de suas composições, até chegar aos 8 minutos atuais, mesmo com a passagem da Deodato aberta.

Assim, não é justo que a empresa tome decisões radicais e autoritárias, como o anúncio do fechamento da passagem da Deodato, sem participar de uma solução para os problemas que tal medida irá trazer para a cidade e seus habitantes.
A CPTM está sendo extremamente egoísta ao buscar solução para seus problemas sem atentar para as dificuldades que isso causará aos mogianos que, por sinal, são também seus clientes.

A alternativa pleiteada pelo Sincomércio até poderia ser uma solução para o problema, mas será preciso uma verdadeira mágica da arquitetura e engenharia para se construir uma passarela naquele ponto sem interferir no acesso à rua Navajas dos veículos vindos pela rua Dr. Deodato.

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