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EDITORIAL

O Condemat e o desenvolvimento regional no Alto Tietê

"O Condemat tem bom protagonismo em searas com o a gestão da Covid. Poderia ser mais, claro. Mas, tem sido decisivo em articulações políticas mais urgentes"

O Diário Publicado em 05/01/2022 às 07:16Atualizado há 16 dias
Guti foi eleito por unanimidade para comandar o Condemat / Divulgação - Condemat
Guti foi eleito por unanimidade para comandar o Condemat / Divulgação - Condemat

O novo presidente do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), o prefeito reeleito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa (PSD), Guti, apelido que ele prefere usar, terá pela frente a responsabilidade de gerir um órgão consolidado ao longo dos 12 anos de atuação na defesa dos interesses da região do Alto Tietê.

Na posse, os discursos confirmaram a mecânica construída até aqui pelo grupo de prefeitos que antecederam aos atuais. Em linha geral, as apostas são na continuidade e ampliação de ações que, em alguma medida e tempo, já foram testados como o compartilhamento de compras de insumos para o barateamento do custo final das prefeituras e contas públicas. Exemplo bem sucedido desse  conceito está no rateio para manter a sede regional da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), localizada em Mogi das Cruzes.

Guti é o prefeito mais novo entre se pares no Condemat: tem 36 anos e administra a segunda maior cidade paulista, com 1,3 milhão de habitantes, um orçamento de R$ 5,8 bilhões e dramas urbanos desenhados pelo crescimento desacompanhado do planejamento em uma cidade quatrocentena: 460 anos. Preservada a proporção, Mogi e Suzano comundam desse mesmo mal.

Apesar da distância física e das realidades diferentes entre as cidades do consórcio, como as pequenas Biritiba Mirim e Salesópolis, o presidente prometeu vencer os 40 minutos que separam Guarulho de Mogi para não “deixar a peteca cair” e cumprir a missão do grupo.

O Condemat tem bom protagonismo em searas como a própria gestão da Covid-19. Poderia ser mais, claro; porém tem sido decisivo em articulações políticas mais urgentes, algo que depende inteiramente do presidente da vez.

Guti está na trajetória dos últimos cinco anos do órgão, o que lhe concede um lugar privilegiado para assumir a direção administrativa e política.

A conferir nos próximos meses estarão o encaminhamento de duas promessas defendidas na posse: o aumento da base do órgão, com duas novas cidades - cujos nomes não foram revelados; e a criação de uma agência de fomento econômico para dar visibilidade do polo empresarial e comercial desse núcleo geográfico que representa 3 milhões de moradores. 

Outro grande calcanhar de aquiles foi cobrado pela jornalista Silvia Chimello, de O Diário, aos prefeitos presentes à posse: o antigo e insolúvel dilema de todas as cidades ainda a deriva - uma solução regional para os resíduos sólidos, o que poderia trazer dividendos para os grandes mas, sobretudo, para os pequenos municípios, que possuem uma produção diária de lixo menor.

A resposta a esse drama tem sido a mesma. Há o desejo por uma ação regionalizada, centrado na narrativa. Porém, de fato mesmo, o assunto segue em banho-maria enquanto a política nacional de resíduos sólidos igualmente patina e os prazos para implementação de metas são postegados com a ajuda de emendas à lei. 

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