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EDITORIAL

Mogi e o fim da rotatória

Agora, somos 455 mil mogianos. A cidade ganha mais e mais moradores em ritmo incompatível ao das obras e soluções para bancar o crescimento sustentável

O DiárioPublicado em 01/09/2021 às 07:31Atualizado há 27 dias
Elton Ishikawa/ O Diário
Elton Ishikawa/ O Diário

A Prefeitura de Mogi das Cruzes anuncia a transformação da rotatória da Praça Kazuo Kimura ou  “do Habib’s”, como é chamada, em um cruzamento até o final deste ano.

Ali está um dos conflitos do trânsito que mesmo sem a economia pareada com a do passado recente, no período pré-pandemia, afeta negativamente o dia do mogiano. 

Esse anúncio antecedeu à comemoração do aniversário da cidade que acorda hoje, com um ano a mais: 461.

A lentidão no trânsito acarreta prejuízos financeiros e desqualifica a vida do cidadão que perde mais tempo dentro do carro, reduz as horas de sono, acelera o nível de estresse, polui ainda mais o ar, e por aí vai.

A região ganhará retornos para receber quem vem de César e se dirige ao Mogi Shopping. A solução divulgada pelo prefeito Caio Cunha será abrir  novas vias para implantar o cruzamento entre a Francisco Rodrigues Filho e a Yoshiteru Onishi. Há, inclusive, um de terreno municipal para isso.

Ideia que sempre surgiu no governo municipal, esbarrava em custo, desapropriações e algo que conta: a impopularidade durante as obras e o temor sobre os resultados. A administração passada optou pelos semáforos para ordenar o tráfego.

Agora, a obra não será feita, assegura o prefeito, com dinheiro público. A concessionária do Terminal Rodoviário Geraldo Scavone ampliará o espaço de uso, com a instalação de duas lojas e pagará o projeto viário, a título de compensação.

No primeiro ano de governo, Caio Cunha planeja a segunda açãopara o trânsito, após o fim da rotatória na via perimetral, na Ponte Grande.

Ancorada em dados técnicos, essa mudança não soluciona o principal,  o excesso de veículos e o aumento do transporte individual. A cidade tem uma grande frota de carros local e de fora cruzando, nos mesmos horários, o território que teve crescimento populacional acima da média nacional em ano.  A intervenção deverá minimizar esse problema. A torcida é pelo sucesso.

Agora, somos 455.587 mil mogianos, segundo o IBGE. Mogi ganha mais e mais moradores em ritmo incompatível ao das obras e soluçõs para bancar esse crescimento. 

Cuidar desses gargalos urbanos e sociais é desafio diário porque Mogi, aos 461 anos, vê crescer muito rápido a faixa de ocupação urbana fortemente adensada por construções regulares e irregulares. Se olharmos para o passado, veremos que Mogi tem se saído bem. 

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