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OPINIÃO

Mogi e a prevenção de incêndios

O incêndio de um prédio durante dias na região comercial da rua 25 de março, na Capital, direciona o olhar para construções antigas e novas de Mogi

O Diário
20/07/2022 às 14:43.
Atualizado em 20/07/2022 às 17:55

Em junho, um incêndio em prédio residencial assustou a Vila Mogilar, em Mogi, mas não deixou feridos (Divulgação)

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Mogi e a prevenção de incêndios

O incêndio de um prédio durante dias na região comercial da rua 25 de março, na Capital, direciona o olhar para construções antigas e novas de Mogi

O Diário
20/07/2022 às 14:43.
Atualizado em 20/07/2022 às 17:55

Em junho, um incêndio em prédio residencial assustou a Vila Mogilar, em Mogi, mas não deixou feridos (Divulgação)

Desde o início da pandemia, Mogi das Cruzes se viu às voltas com registros pontuais de incêndios em prédios antigos e novos em regiões como o centro, onde casarões mais antigos foram adaptados para abrigar lojtas, e em outras áreas como o Mogilar e a Vila Oliveira.

Há alguns dias, o demorado controle do fogo que atingiu um prédio nas proximidades da conhecida e super frequentada 25 de Março, no coração da Capital, não passou despercebido por causa de uma situação que se repete em grande parte das cidades brasileiras - a falta de um rígido controle documental e das condições gerais de estruturas que podem ser o estopim para tragédias e prejuízos sociais e financeiros. Um outro fato de peso: há alguns meses, uma fiscalização revelou que escolas da cidade e do Alto Tietê estavam sem o AVCB, o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros.

Quando se vê um incêndio como o destacado no noticiário nas útimas semanas, em uma das regiões comerciais mais conhecidas do país, difícil não se pensar: e se fosse em Mogi?

Sinistros provocam prejuízos não apenas aos donos do prédio incendiado, mas também para a vizinhança e a sociedade que, de alguma forma, se são afetados.

Felizmente, em registros recentes em Mogi das Cruzes, não houve vítima. Porém, a exposição destes riscos mexe com a bolha que constrói pactos de silêncio, conveniência e impunidade sobre um assunto de interesse de toda comunidade. 

São conhecidos os fatores por detrás desses perigoso terreno como a fragilidade dos sistema de fiscalização e até mesmo de brechas criadas por legislações sobre itens como o AVCB, que deve ser renovado anualmente dependendo das características e do uso de uma construção, além do fato de, no Brasil, não preservar a cultura de prevenção a incêndios.

Soma-se a isso outro problema no país:  a falta de intimidade e de conhecimento de uma grande parte das pessoas e instituições públicas e privadas sobre os protocolos que podem fazer a diferença diante do surgimento de um foco de fogo que pode ganhar vulto e gravidade em poucos minutos.

Esse quadro remete ao seguinte: faltam cultura e fiscalização para a prevenção de incêndios. Mogi das Cruzes, diante do aumento de prédios desocupados - novos e antigos, deveria se ater a isso.

Uma sugestão seria a estruturação de uma rede de proteção e de informação que cruzasse a fiscalização dos órgãos competentes, o maior contato entre a comunidade e instituições como o Corpo de Bombeiros, e a disponibilidade de lideranças em articular setores, como o comercial.

Se escolas funcionam assim, como devem estar lojas, pequenos centros comerciais, prédios antigos? O drama da 25 de Março fala muito sobre como Mogi das Cruzes e os poderes executivo, legislativo e judiciário devem ficar atentos e agir sobre esse assunto.

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