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EDITORIAL

Leia o editorial de O Diário: 'Quem vai se importar'

"O grande temor de quem reside, trabalha e depende da Estrada das Varinhas é a imprevisibilidade sobre quando um motorista imprudente surgirá pela frente"

O Diário Publicado em 05/11/2021 às 07:15Atualizado há 25 dias
Estrada das Varinhas já foi palco de acidentes  / 27
Estrada das Varinhas já foi palco de acidentes / 27

Mesmo com a cristalina mudança no ritmo e volume de circulação de veículos, os acidentes com mortes fatais na rodovia Engenheiro Cândido do Rego Chaves, a popular, Estrada das Varinhas, seguiram impondo preocupação aos moradores e usuários desde o ano passado. 

A pandemia e a recessão econômica reduziram o tráfego de veículos entre os distritos de Jundiapeba e Quatinga. Além do trânsito de moradors e visitantes, veículo usados no escoamento da produção agrícola também utilizam o acesso em horários diferenciados. 

No final de semana, mais uma vez, duas pessoas morreram em um grave acidente. Em outubro, pai e o filho de 13 anos também morreram ali, após uma colisão provocada por um motorista alcoolizado - que acabou sendo preso em flagrante.

Com pista simples e baixo movimento na maior parte do tempo, reside nessa aparente segurança o fator temido por moradores: a alta velocidade. E, particularmente, nos finais de semana e à noite, quando as muitas chácaras e sítios costumam receber mais pessoas.

O grande temor de quem reside, trabalha e depende da Estrada das Varinhas é a imprevisibilidade sobre quando um motorista imprudente surgirá pela frente em um local onde uma colisão poderá ser fatal. 

A crônica rodoviária não nega essa conjunção de riscos nos registros fatais noticiados de tempos em tempos.

Ali, os acidentes alertam sobre a apatia e negligência das autoridades locais e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) ante as tragédias nesta rodovia. O que mais falta acontecer para sensibilizar quem tem o poder de defender a comunidade?

Cobrar as melhorias na segurança  - sobretudo, o reforço da fiscalização  é o mínimo que os políticos da ocasião podem fazer para não banalizar ainda mais as vítimas mortas.

Não dá para colocar a culpa apenas na pandemia, mas as reações a gravíssimos problemas do cotidiano da cidade quase não acontecem. Essa desarticulação pode custar muito mais a famílias dessa região em processo de mudanças.

É flagrante o aumento do interesse pela região rural de Mogi das Cruzes era flagrante, inclusive,  nesta parte mesmo do município, com a existência de loteamentos irregulares denunciados por vereadores.

 A busca pela moradia em chácaras e sítios, em atendimento aos novos modelos de trabalho e de vida obrigará um olhar bem mais afiado e assertivo  para o que está acontecendo nessas áreas rurais e distantes do foco do poder público.

A manutenção desses acidentes violentos na Estrada das Varinhas derivam única e exclusivamente do abandono do estado e da ausência dos serviços públicos na segurança, policiamento, fiscalização, planejamento e outros.

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