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EDITORIAL

Crimes no Pico do Urubu e na Serra: paraíso ameaçado

"Mais do que blindar a imagem do Pico do Urubu e da Serra do Itapeti, deve prevalecer a adoção de medidas e avisos que garantam a segurança dos visitantes"

O DiárioPublicado em 12/01/2022 às 07:23Atualizado há 12 dias
As ocorrências no Pico do Urubu e na Serra abalam a imagem do lugar e de Mogi das Cruzes / Eisner Soares
As ocorrências no Pico do Urubu e na Serra abalam a imagem do lugar e de Mogi das Cruzes / Eisner Soares

Com 5,2 mil hectares cobrindo parte dos territórios de Suzano, Mogi das Cruzes e Guararema, a Serra do Itapeti é interligada por estradas vicinais de pouco movimento e favoráveis para algo que assusta e preocupa profundamente. De tempos em tempos, o noticiário infelizmente dá conta da desova de vítimas de crimes violentos como o que ocorreu no final de semana. Uma dona de casa foi encontrada morta nas proximidades do Pico do Urubu.

Não é apenas no ponto mais alto desse patrimônio ambiental e histórico que esse tipo de ocorrência amedronta. Áreas de bairros próximos, como o Taboão, Moralogia, Itapeti e o Jardim Aracy, já serviram de endereço para encobrir crimes.

Complexa, a violência urbana está longe de ser tratada como prioridade número um pela sociedade brasileira. Não se trata mais de impressão, esse é um fenômeno social banalizado e terrivelmente naturalizado por falta de políticas públicas e até compaixão. Os crimes ocorrem e, na avalanche de dados e informações, poucas horas e dias depois, eles viram passado. São esquecidos.

 No ano passado, quando um casal foi rendido no Pico do Urubu e o policial Felipe Murakami Silva foi morto, em Itaquaquecetuba, para onde os bandidos o levaram, as autoridades e este jornal alertaram sobre ações exigidas contra a escalada de crimes no Pico do Urubu. Naqueles meses, outras pessoas haviam sido rendidas por quadrilhas no local.   

As ocorrências nesse notável ponto turístico abalam a imagem do lugar e de Mogi das Cruzes. E há dificuldades em se mudar essa realidade que não é exclusiva desse ponto da Serra do Itapeti.

Sem a solução para a violência, paliativos precisam ser adotados pelo poder público e pela sociedade.

Spbretudo, não cabe descuido com medidas de segurança nas visitas ao Pico do Urubu. Frequentadores precisam atender aos pedidos das autoridades para que os passeios e trilhas sejam feitos em grupos e em horários menos vulneráveis, durante o dia.

O crescimento dos frequentadores e esportistas no Pico do Urubu era flagrante no período anterior à pandemia. Aliás, não só ali, mas em outras pérolas da geografia desse encadeamento de montanhas, como a Pedra do Lagarto e o Morro da Cabeleira, que também ficam na Serra.

O turismo e a prática sustentável de esportes estão no radar da Prefeitura e empresas especializadas. Cuidar para que essa fonte de renda e lazer siga com segurança é o maior desafio. Sites especializados têm destacado as belezas da Serra do Itapeti e a proximidade com São Paulo. Na mesma velocidade dos atrativos, os pontos negativos são difundidos. Mais do que blindar a imagem do Pico do Urubu, deve prevalecer a adoção de medidas que garantam a segurança dos visitantes e moradores da região.

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